Acervo em Transformação: doações recentes | MASP

Hulda Guzmán (Santo Domingo, República Dominicana [Dominican Republic], 1984) Come Dance—Asked Nature Kindly [Venha dançar - perguntou a natureza gentilmente], 2019-20 | Acervo Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand | FOTO: Cortesia do artista e Alexander Berggruen

Em 27.8.21, o Museu de Arte de São Paulo inaugura a mostra Acervo em Transformação: doações recentes, que ficará em cartaz até 6.2.22. Com curadoria de Adriano Pedrosa, diretor artístico no MASP, e Amanda Carneiro, curadora assistente na instituição, a exposição reúne 14 obras de artistas incorporadas à coleção do museu entre 2020 e 2021 e expressa o trabalho contínuo que têm sido feito com o objetivo de fortalecer a presença de mulheres no acervo.

As artistas são as seguintes: Carmézia Emiliano, Duhigó Tukano,
Eleonore Koch, Habuba Farah Ricetti, Hulda Guzmán, Ione Saldanha, Jandyra Waters, Karin Lambrecht, Laura Lima, Madalena dos Santos Reinbolt, Maria Auxiliadora da Silva, Rosana Paulino e Wanda Pimentel. Todas as obras serão acompanhadas de legendas expandidas, com contextualização dos trabalhos.

Em 2019, o ciclo de exposições abordava as Histórias das mulheres, histórias feministas, e o biênio de 2021-22, voltado as Histórias brasileiras, foi inaugurado com exposições monográficas que enfatizam o papel delas para a linguagem da escultura no Brasil. A ideia é que cada um desses ciclos curatoriais deixe sua marca permanente no Acervo em Transformação por meio da aquisição de obras que aumentem a presença de artistas até pouco tempo subrepresentados na história da arte e nos museus. Em 2019, por exemplo, o MASP adquiriu 296 trabalhos de 21 artistas contemporâneas, um coletivo e artistas do século 19 – mas ainda há muito trabalho a ser feito.

Como se sabe, na maior parte da programação de exposições, nas coleções de museus, nos livros e manuais de história da arte, as mulheres figuram de maneira desproporcional em relação aos homens. Em 2017, ano dedicado as Histórias da sexualidade, o coletivo de artistas feministas Guerilla Girls apontou a disparidade entre a pequena presença de artistas mulheres comparada ao grande número de nus femininos realizados por homens na coleção em exibição no MASP. A presença delas como autoras era de 6%. Atualmente, esse número chega a 25%.

Acervo em transformação: doações recentes é uma pequena mostra dentro de um conjunto maior, que pode ser visto de maneira ampliada no 2o andar do museu. Nota-se nos a variedade de temas e abordagens nos trabalhos expostos, revelando a pluralidade da produção de artistas mulheres que, vinculadas aqui em torno de gênero, ampliam visões universalizantes de suas potências criativas.

A abertura coincide com a de Gertrudes Altschul: filigrana, sobre a fotógrafa alemã radicada no Brasil, cuja curadoria é de Adriano Pedrosa, diretor artístico na instituição, e Tomás Toledo, curador-chefe no museu. No mesmo dia, o MASP abre também Maria Martins: desejo imaginante, sobre uma das figuras mais instigantes da arte moderna brasileira. A curadoria é de Isabella Rjeille, curadora no MASP, e a curadoria adjunta é de Fernanda Lopes, Casa Roberto Marinho – a instituição carioca é parceira do museu neste projeto.

Neste ano, o museu, guiado pelo tema das Histórias brasileiras, terá exposições exclusivamente de artistas mulheres. Ainda em 27.8.21, o MASP inaugura a Sala de vídeo: Zahy Guajajara, com curadoria de Adriano Pedrosa.

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