AAA – Antologia de Arte e Arquitetura | Bergamin & Gomide e Fortes D’Aloia & Gabriel

Paulo Mendes da Rocha, Chaise Longue

Visita online AQUI.

As galerias Bergamin & Gomide e Fortes D’Aloia & Gabriel têm o prazer de apresentar a exposição AAA – Antologia de Arte e Arquitetura. Com curadoria de Sol Camacho – arquiteta, urbanista, diretora na RADDAR Architecture e diretora técnica-cultural do Instituto Bardi / Casa de Vidro –, a coletiva reúne mais de 100 obras de artistas, arquitetos e designers brasileiros em uma reflexão sobre a arquitetura, seu papel social, seus procedimentos e sua história.

Através de um recorte atemporal e não-catalográfico, AAA transita pelo campo das artes visuais – entre pinturas, esculturas, vídeos – e o da arquitetura – com maquetes, peças de mobiliário e fotografias de edificações. São trabalhos que têm a arquitetura como idioma: seja na relação entre a construção de espaços e a sua representação; no uso de materiais da construção civil; ou, ainda, na subversão da própria linguagem como recurso de experimentação com escala, composição e geometria.

Partindo dessas relações, a curadoria adota elementos arquitetônicos para definir as categorias da exposição. A primeira delas é composta por Blocos, Pilares, Muros e Superfícies, agrupando os trabalhos que lidam com os componentes do objeto construído. Em Blocos estão as obras formadas por unidades sólidas e modulares, como as Estruturas de Caixas de Fósforo Preto/Branco (1964) de Lygia Clark e o projeto do MASP, presente na mostra através de uma maquete preliminar produzida pelo Instituto Bardi para a exposição dos 50 anos do edifício. A PMR Chaise Long (1985) de Paulo Mendes da Rocha e o Ponto (2015) de Iran do Espírito Santo, por sua vez, integram o subgrupo Pilares, por explorarem os elementos de suspensão e apoio.

Muros analisa a problemática das barreiras públicas, tão necessárias à arquitetura quanto controversas no contexto sociopolítico brasileiro, a partir de artistas como André Komatsu e Ivens Machado. As Superfícies, por sua vez, reúnem obras de Lygia Pape, Athos Bulcão, entre outros, para tratar de abstração, angulações e dobras. Subtração, Transparência e Cor formam a segunda categoria, que diz respeito aos procedimentos formais de trabalhos dissociados da representação de um objeto específico. Subtração é tomada aqui como uma ação que resulta na conformação de espaços a partir do vazio – recurso presente tanto nos projetos da spbr arquitetos quanto na série Quadroquadro (2013–2016) de Renata Lucas. O recurso da Transparência é explorado em obras de Mauro Restiffe e Joaquim Tenreiro, enquanto a Cor é a ferramenta de decodificação do espaço presente nas tapeçarias de Burle Marx e nas pinturas de Marcelo Cipis.

Já no campo da representação de conceitos espaciais, as obras de Valeska Soares, Rivane Neuenschwander e Oscar Niemeyer integram o subgrupo Interiores, lidando com a noção de familiaridade. Seu contraponto são as Fachadas, que exploram a arquitetura a partir de sua relação com o contexto urbano, como na Janela (2018) de Rodrigo Matheus e nas pinturas de Volpi e Lorenzato.

 

Compartilhar: