1º Programa Incubadora de Artistas | Galeria Index

Matheus Pires. Provisório, 2021 | Divulgação Galeria Index

A Galeria Index, em parceria com a plataforma digital ARTEQUEACONTECE, inaugura exposição coletiva com os artistas contemplados do 1o Programa Incubadora de Artistas: André Felipe Cardoso (GO, 1997), Letícia Miranda (DF, 1996), Jair Legal (DF, 1995), Matheus Pires (DF, 1994), Samantha Canovas (DF, 1990) e Estevão Parreiras (GO, 1993). A partir de chamamento público, o projeto selecionou seis jovens talentos – entre 18 e 30 anos de idade – das artes visuais do Centro-Oeste brasileiro. A mostra, que tem curadoria de Gisel Carriconde Azevedo, acontece de 14 de agosto a 11 de setembro no espaço da Galeria Index.

Embora com repertórios e poéticas díspares, os artistas selecionados trabalham temáticas comuns a todos nós. Por meio de cruzamentos antagônicos ou semelhantes entre si, a curadoria reúne um conjunto de trabalhos que apresenta essas diferentes formas de ver o mundo e fazer arte. Enquanto Letícia Miranda e André Felipe Cardoso abraçam a poesia dos pequenos formatos, Estêvão Parreiras e Matheus Pires compartilham o universo imagético das lembranças, seja da vida interiorana, seja do bairro onde mora. Já o trabalho de Jair Legal, traz referências pops do mundo moderno e conectado, num contraste à pesquisa de Samantha Canovas, que resgata a ancestralidade por meio do fazer manual e têxtil.

Sobre os artistas

André Felipe Cardoso, Casa e Encosta, 2020 | Divulgação Galeria Index

André Felipe Cardoso: Minaçu/GO, 1997. Trabalha principalmente com a colagem e seus desdobramentos. Entende o papel como uma superfície propícia para marcação de tempo e  acontecimentos no processo de criação das paisagens. Em suas pesquisas mais recentes, investiga as relações de vínculo com os lugares e os deslocamentos no processo de transformação e ocupação dos territórios, apropriando-se de materiais e transformando-os em símbolos-dispositivos para reencontros de memórias individuais e coletivas.

Estêvão Parreiras: Goiânia/GO, 1993. O artista investiga as características plásticas e poéticas da linguagem do desenho, do traço no papel, e como se relaciona com a subjetividade e a identidade de si mesmo. Para ele, o desenho, além de um desejo, de um prazer, é uma marca, ou seja, a vontade de deixar marcas, mediada por um impulso que é materializado pelo instrumento de arranhar o papel. Estêvão trata de suas reflexões a partir da sua relação com o ambiente ao seu redor, trazendo questões relacionadas aos lugares afetivos, à delicadeza do fazer artístico
e à prática salutar do desenho.

Jair Legal: Brasília/DF, 1995. O trabalho de Jair Legal existe como uma tentativa de entender o lugar da arte e do artista, além de questionar a seriedade e formalidade desses ambientes. Para tanto, procura burlar essas regras, como um pertencer não pertencendo. Sua prática é livre e segue de acordo com a intensidade do desejo de produzir, o que o inspira a trabalhar com mais
ironia e bom humor (ou não). A palavra é geralmente pensada plasticamente e proporciona ao artista certa exposição de si mesmo, trazendo desconforto. “Por mais contraditório que
isso seja, eu às vezes gosto quando as pessoas não gostam de mim”.

Letícia Miranda: Brasília/DF, 1996. Letícia Miranda é poeta e artista visual. Sua obra está interessada em elaborar recintos de criação, desenvolvendo pesquisas relacionadas ao tempo e ao espaço. Seus trabalhos relacionam poéticas e linguagens, a fim de encontrar rastros e traços de um mundo possível.

Matheus Pires: Goiânia/GO, 1994. Marcado pelo caráter autobiográfico, seu trabalho procura investigar temáticas relacionadas à política, memórias, linguagem e violência. Na sua produção mais recente, propõe o levantamento de disrupções que permitam comentar a aparente superficialidade do atual debate político polarizado, buscando perfilar caminhos possíveis e enfrentar narrativas hegemônicas. Pesquisa, dessa forma, ideologias políticas, símbolos de poder e dissidência e as fronteiras da comunicação em diálogo com o cotidiano e o espaço da coexistência cívica.

Samantha Canovas: Brasília/DF, 1990. É artista plástica, têxtil, escritora, bordadeira e arte-educadora. Iniciou sua trajetória artística pesquisando os limites da materialidade da pintura, buscando adensar sua prática por meio de questões como método, deriva, obsessão e o ócio na arte contemporânea. Além disso, artista investiga o têxtil enquanto campo escultórico, bem como
sua relação com o vestuário, buscando ainda diluir a fronteira entre a arte e o artesanato e pensar a relação entre o doméstico e o feminino.

Samantha Canovas, Enquanto caminha | Divugação Galeria Index

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