DASARTES 97

LYNETTE YIADOM-BOAKYE
ARTEMISIA GENTILESCHI
JUDY CHICAGO
VIVIAN CACCURI
KATHARINA GROSSE

CAPA
As figuras nas pinturas de LYNETTE YIADOM-BOAKYE não são pessoas reais – ela as cria a partir de imagens encontradas e de sua própria imaginação. Familiares e misteriosas, elas convidam os espectadores a projetar suas próprias interpretações e levantar questões importantes de identidade e representação. Lynette é uma pintora e escritora britânica aclamada por seus retratos enigmáticos de pessoas fictícias e que muitas vezes são pintados de forma espontânea e instintiva que parecem existir fora de um tempo ou local específico. Por Alecsandra Matias de Oliveira.

DESTAQUE
Museu de São Francisco celebra a artista feminista pioneira JUDY CHICAGO com a primeira retrospectiva de seu trabalho. Desde o seu envolvimento inicial com o movimento californiano de luz e espaço na década de 1960 até o seu trabalho mais atual – uma investigação abrasadora da mortalidade e devastação ambiental. Judy Chicago: A Retrospective traz à tona a contínua radicalidade da prática da artista, tanto na escolha de suas questões quanto na adoção de mídias tradicionalmente excluídas do cânone histórico da arte. Por Drika de Oliveira.

FLASHBACK
ARTEMISIA GENTILESCHI foi uma das maiores pintoras do período conhecido como Barroco Italiano. Nascida na última década do Século 16, em Roma, ela se inseriu e atuou no mundo da produção artística, ainda que a conjuntura histórica da época dificultasse às mulheres o acesso à cultura letrada, às técnicas e ao conhecimento em geral. Por Cristine Tedesco.

REFLEXO
VIVIAN CACCURI cria objetos, instalações e performances que buscam reformular a experiência cotidiana e, por extensão, perturbam as narrativas tradicionais. Em seu trabalho, a conquista da natureza no ocidente assume formas estranhas. A instalação Mosquito Shrine pt. 2, a ser aberta no Instituito de Arte Contemporânea de Miami, é o resultado da pesquisa da artista sobre depoimentos e registros do Século 18, detalhando histórias de doenças no hemisfério ocidental com a chegada de colonos europeus ao “novo mundo”. Pela própria artista.

ALTO RELEVO
A pintura de KATHARINA GROSSE pode aparecer em qualquer lugar. Seus extensos trabalhos são mundos visuais multidimensionais nos quais paredes, tetos, objetos e edifícios e paisagens inteiros são cobertos com cores vivas. Para a exposição It wasn’t us (não fomos nós), a artista irá transformar o salão histórico do Hamburger Bahnhof Museum, em Berlim, e a área atrás do edifício em uma ampla imagem que desestabiliza radicalmente a ordem existente no espaço do museu. Por Nicholas de Andueza.

ALTO FALANTE
Aquilo que não se vê. Para Oxóssi. Por Alexandre Sá.

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