Visualismo Arte Tecnologia e Cidade projeta de 26 obras audiovisuais ao ar livre no Rio

© Divulgação

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O Festival Visualismo Arte Tecnologia e Cidade apresenta em setembro projeções de 26 obras audiovisuais ao ar livre no Rio de Janeiro. Criado como um meio de discutir o futuro dos espaços da coletividade hoje, o projeto envolve ações que integram curadores, pensadores, estudantes, artistas de áreas distintas e o público em geral. Um dos principais desafios da iniciativa é pensar as cidades e suas múltiplas formas de apropriação e, para isso, fomentou o desenvolvimento de trabalhos artísticos que partiram de pesquisas no entorno de onde serão projetados. As obras finalizadas, criadas especialmente para o Visualismo, serão exibidas na Praça Mauá em 11 e 12 de setembro em um evento totalmente aberto ao público. O projeto também vai realizar projeções de artistas convidados no Parque Madureira (6 de setembro) e Central do Brasil (8 de setembro). Idealizado e produzido por Renata Sbardelini (Suindara Radar e Rede) e Letícia Monte (Espiral), com a curadoria do artista multimídia Lucas Bambozzi, o projeto tem realização do Pontofrio e do Ministério da Cultura por meio da Lei de Incentivo à Cultura – Lei Rouanet.

Coordenado por Bambozzi, o conselho curatorial – composto por Batman Zavareze, Patrícia Moran, e Henrique Roscoe –, fez um mapeamento de 180 artistas, representantes da cena de artes visuais nas várias regiões do país. Deste grupo, 30 apresentaram propostas individuais, em uma etapa cuidadosa de chamada aos artistas. Os 15 selecionados pela curadoria e os convidados Vik Muniz (RJ), Regina Silveira (SP) e United VJs (SP) estão produzindo trabalhos criados especialmente para projeções no teto do Museu de Arte do Rio – MAR, no edifício A Noite, em outros prédios nos arredores da Praça Mauá. Eder Santos (MG) e a dupla Gisela Motta (SP) e Leandro Lima (SP) foram convidados e também terão obras projetadas durante o Festival, no Parque Madureira e na Central do Brasil.

Os selecionados pelo conselho curatorial Roberta Carvalho (PA), Milton Marques (DF), Yuri Firmeza (PE), Lirio Ferreira (PE), Virgínia de Medeiros (BA), Alice Miceli (RJ), André Parente (MG), Marilá Dardot (MG), Caio Fazolin (SP), Duva (SP), Fernão Ciampa – Embolex (SP), Raimo Benedetti (SP), Leandro Mendes (SC), Kátia Maciel (RJ) e Marcus Bastos (SP) participaram em julho do VisualismoLab, onde tiveram a oportunidade de otimizar o desenvolvimento e a viabilidade de suas obras, abordando questões conceituais e técnicas em uma imersão coletiva com a curadoria e os especialistas convidados. O projeto ainda promoveu um seminário aberto ao público que discutiu os desafios da apropriação do espaço público e as perspectivas do suporte tecnológico para manifestações artísticas. “As linguagens das obras criadas para o Visualismo questionam a rigidez dos formatos pré-definidos. O desafio dado aos artistas é ter como protagonista os suportes não usuais que estão na cidade, em sua arquitetura. São intervenções com projeções de vídeo em grande escala em espaços que carregam significados históricos e sociais e são de propriedade de todos, que motivam uma interpretação artística”, explica Bambozzi.

Durante o Festival Visualismo Arte Tecnologia e Cidade o espaço público estará permeado pela arte e pelo pensamento criativo dos artistas convidados e selecionados, incluindo tanto as obras produzidas especialmente para o projeto, como trabalhos adaptados. Os locais de exibição, Parque Madureira (6), Central do Brasil (8) e Praça Mauá (11 e 12), servirão como palco de projeções que vão de vídeo mappings, vídeo-performances e instalações imersivas a performances audiovisuais. “As intervenções sugerem formas de ressignificação dos espaços públicos, perspectivas para a fruição da cultura visual e de conexão com a cidade”, afirma Renata Sbardelini, que, ao lado de Leticia Monte, é uma das idealizadoras da iniciativa que pretende se estender ao longo dos anos, propondo experiências positivas de retomada dos espaços coletivos tendo a arte como meio e a tecnologia como ponte. Leticia ainda destaca o aspecto formativo da proposta: “Houve um cuidado especial em propiciar aos artistas envolvidos as condições ideais para se pensar um novo projeto, com todas as particularidades que isso envolve, tanto técnicas como conceituais, com atenção e disponibilidade de acompanhamento que raramente são dadas ao artista em editais e outros projetos de fomento”.

O projeto se caracteriza também pela afinidade de abordagem entre as proponentes e o próprio patrocinador. “Acreditamos em propostas capazes de unir a arte e a tecnologia, que possibilitem a inovação com o propósito de desenvolver, incluir e conectar as pessoas, ressignificar suas relações com elas mesmas e com a cidade”, afirma Susy Yoshimura, diretora da Fundação Via Varejo, responsável pelos investimentos em projetos sociais da varejista. “O Visualismo está aderente ao conceito adotado pelo Pontofrio e apresenta a cultura de maneira inovadora, acessível e democrática”, completa Susy Yoshimura.

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