SP-Arte 2015 supreende em vendas e público

Em meio ao pessimismo, nossa maior feira inaugura com muito glamour e bons negócios.

Com expectativas em baixa, expositores da SP-Arte estavam sorridentes no primeiro dia de abertura da feira ao grande público, quinta feira dia 9 de abril. A tradicional abertura VIP do dia anterior havia gerado bons negócios para muitos dos 140 galeristas que participam este ano. Apenas na 4a feira a Pinakotheke vendeu um quadro excepcional de Di Cavalcanti, medindo mais de 2 metros de largura, White Cube vendeu duas telas de Damien Hirst e várias obras de Lucas Arruda encontraram compradores pela Mendes Wood, entre outros negócios. 

O evento de abertura foi mais atração entre colecionadores e curadores do Brasil e do mundo todo. Zé Olympio, Ricard Akagawa e Paulo Herkenhoff estão entre os que circularam no agito da quarta feira, mas voltaram quinta para conferir com mais calma as obras em oferta. Com o momento frio da economia, não houve a correria para fechar negocios já no primeiro dia e assim garantir as obras de arte mais quentes, como costuma acontecer em tempos de vacas gordas. 

Os bons negócios se explicam talvez pelo bom senso na precificação das obras praticado por algumas galerias. Após a disparada desenfreada de preços que obras de artistas como Abraham Palatnik, Volpi e Paulo Roberto Leal vinham experimentando nos últimos anos, nesta edição da feira vimos preços parecidos com os do ano passado e uma disponibilidade muito maior dos marchands para negociar descontos e condições.

 

 

 

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