Solange Farkas (Videobrasil) vence o prêmio Montblanc de la Culture Arts Patronage

Aconteceu na noite desta terça-feira, dia 10/10, a entrega do Prêmio Montblanc de la Culture Arts Patronage, instituído pela Fundação Cultural Montblanc para homenagear os patronos das artes atuais e seus projetos culturais, em sua 26ª edição internacional e a segunda no Brasil.
O prêmio é uma competição internacional que avalia projetos de mecenato cultural em 17 países. O Brasil passou a fazer parte deste seleto grupo de nações aptas a receber a premiação em 2016, coroando o trabalho dos cineastas Laís Bodansky e Luiz Bolognesi, com o projeto Cinema Mambembe.

Este ano, um dos projetos indicados, a Associação Cultural Videobrasil, de Solange Farkas venceu o prêmio que foi entregue pelos curadores e Chairmen da Fundação Cultural Montblanc, Sam Bardaouil e Till Fellrath. A Dasartes esteve no evento e falou com eles. Em breve publicaremos nossa entrevista na íntegra em nossos canais.

Vindos especialmente para a premiação, os Co-Chairmen da Fundação Cultural Montblanc, Till Fellrath e Sam Bardaouil, juntaram-se a Alain dos Santos, Managing Director da Montblanc Brasil, para a entrega do prêmio – uma edição limitada do instrumento de escrita Patrono das Artes 2017, criada em homenagem a Scipione Borghese, encapsulado dentro de um troféu, além de um prêmio de 15 mil euros para ser doado a um projeto cultural à escolha de Farkas. Paula Alzugaray, curadora independente, crítica de arte e editora da revista especializada Select Art e Luciano Cury, diretor de conteúdo do Canal Arte1, jurados brasileiros que fizeram parte do júri internacional do prêmio em 2017 também estiveram presentes, bem como Jochen Volz, diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo e membro do recém-criado Curatorium da Fundação Cultural Montblanc. André Sturm, terceiro jurado brasileiro, foi representado por sua chefe de gabinete na Secretaria Municipal de Cultura, Juliana Velho.

Associação Cultural Videobrasil, por Solange Farkas

“O Festival Videobrasil foi criado há 34 anos, em um momento politicamente delicado do País – quase tão delicado quanto hoje, infelizmente –, como um lugar de resistência, de apostar num futuro melhor para o Brasil. Coincidentemente, o vídeo surge nesse momento, do final da ditadura militar no País, como uma ferramenta nova, que, para aquele momento político, tinha a potência de um instrumento de dar voz ao outro. Hoje, temos por volta de 30 instituições parceiras ao redor do mundo, principalmente nesse lugar que a gente entende como Sul Geopolítico; países da África, do Oriente Médio, da América Latina e do Caribe, acima de tudo, que trabalham em parceria com o Videobrasil, permitindo um trânsito de artistas que se apoiam mutuamente. Essa rede é também um modo de mapear as produções, identificá-las e fazer trocas. Uma coisa que eu definitivamente acredito na importância são essas pequenas instituições, que estão em países com situações ainda mais difíceis que a do Brasil. Elas precisam acreditar e estimular sua própria existência para tentar mudar o estado das coisas nesses lugares. Acreditamos também que, trabalhando em parceria com essas instituições, elas possam estimular a produção dos artistas locais. Isso para mim é um resultado que a gente sabe que deu e sempre dará certo. Acreditar também é ajudar.”

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