Prorrogada individual de Manfredo de Souzanetto na Mul.ti.plo Espaço Arte.

A exposição Organométricos traz com 20 obras inéditas – da década de 1970 até recentíssimas, realizadas até o fim do ano passado.

A arte sem limites – de técnica, formato, textura, cores – de Manfredo de Souzanetto foi prorrogada até o dia 12 de março, na Mul.ti.plo Espaço Arte. A exposição Organométricos traz com 20 obras inéditas – da década de 1970 até recentíssimas, realizadas até o fim do ano passado. Colorista? Geométrico? Pintor, escultor, gravador? Tudo isso – e o que mais o futuro reservar para sua arte. A mostra reúne cinco litografias feitas durante o período em que o artista morou em Paris, nos anos 70, e nunca expostas; 14 telas (pigmentos sobre linho) de pequenos formatos, realizadas entre 2011 e 2014 – também inéditas – e um múltiplo feito especialmente para a exposição, uma escultura reunindo duas pedras, uma de bronze e outra de porcelana.

Isso faz parte da busca de um artista que não se aprisiona. Nem mesmo nos limites da tela: Souzanetto sempre ultrapassou os quadrados e retângulos das molduras, criando tridimensionalidades. Na mostra da Mul.ti.plo, as telas ainda conversam entre si, se expandindo uma para outra. “Cada tela é única, mas é como se na verdade fossem ‘fragmentos de telas’, que se articulam com outros. Muitas formam um conjunto de três ou até mesmo quatro destes fragmentos”, diz.

A assinatura da obra de Manfredo de Souzanetto é justamente essa mistura de tradição e reinvenção. Por isso não se define como “colorista ou geométrico”. “Meu trabalho tem cor, então sou, claro, colorista; a geometria é a base do meu trabalho, portanto, sou geométrico. Mas há a organicidade, não apenas por conta do pigmento mas do desenho, que é orgânico e que sempre faz um contraponto com a geometria.”

 

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