Phillips passa a investir no mercado brasileiro

Luiz Roberto Sampaio e sua esposa Lucia, Cecilia Ribeiro, Ricardo Remensnyder, Candida Sodré e Thomaz Saavedra

Uma das maiores casas de leilão do mundo, a antiga Phillips de Pury, está entrando com força no Brasil. Uma prova disso, foi o “roubo” de Candida Sodré, a conhecida e respeitada representante da Christie’s que deixou sua antiga casa após mais de 30 anos defendendo a bandeira para dirigir a nova regional no Rio de Janeiro.

A chegada foi marcada pelo glamouroso evento no restaurante Baretto do Hotel Fasano em São Paulo no dia da abertura para convidados da SP-Arte. Com a presença de grandes figurões do mercado de arte, nota-se o prestígio de Candida, já que não é tarefa fácil levar o público para eventos durante a feira de arte, já que a agenda é tão concorrida.

Veja imagens de alguns dos presentes na recepção do último dia 5/4.

Especializada nas artes do século XX e XXI, a Philllips inaugura seu espaço no Brasil, o primeiro na América do Sul, com a abertura de escritório no Rio de Janeiro. Para anunciar o início da nova operação, estarão em São Paulo durante a SP-Arte, Vivian Pfeiffer, Presidente da Phillips nas Américas, e Henry Allsopp, Diretor Internacional da área de arte latino-americana.

Especialista em arte contemporânea e latino-americana, Pfeiffer antes de ingressar na Phillips passou 25 anos na Christie’s, onde ocupou diversos cargos, incluindo o de especialista do departamento de Arte Latino-Americana, em Nova York.

Na festa só para convidados, que acontece em São Paulo, Pfeiffer e Allsopp comemoram a recente entrada de Cândida Sodré, que dirigirá a regional brasileira. Igualmente vinda da Christie´s, a diretora no Brasil construiu importante rede de colecionadores, galeristas e instituições ao longo de mais de 20 anos. Especialmente próxima à arte latino-americana, Sodré será a responsável pela implantação e expansão da Phillips no país.

Segundo Sodré, o departamento de arte latino-americana da Phillips está passando por um crescimento exponencial. “Entre 2009 e 2015, as vendas aumentaram 300% e continuamos a liderar o mercado para a arte latina contemporânea, enquanto vamos estabelecendo um novo patamar para obras modernas”, revela a diretora.

Obras brasileiras e latino-americanas em geral tiveram ótimo desempenho em recentes leilões da casa. São da Phillips, por exemplo, o recorde de Lygia Clark, cuja obra Contra Relevo (objeto nº 7), de 1959, foi vendida por US$ 2.225.000,00, e o de Lygia Pape, da qual Noite e Dia (livro de luz), de 1963-1976, saiu por US$ 461.000,00. Também a casa atingiu recorde mundial com Diego Rivera, no ano passado, ao alcançar US$15.700.000,00 com Baile em Tehuantepec, de 1928. Brasileiros como Beatriz Millhazes, Mira Schendell e Os Gemeos estão entre os destaques em vendas da casa de leilão.

Henry Allsopp destaca que, por muito tempo o mercado de arte latino-americano foi alimentado por colecionadores da região, investindo em artistas de seus países, mas o panorama vem mudando. “Em nossas últimas vendas, 80% dos trabalhos foram vendidos a colecionadores de fora da América-latina”, completa.

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