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A partir de 9 de junho (abertura para convidados), o Shopping Cidade Jardim recebe pela segunda vez uma edição especial da PARTE Feira de Arte Contemporânea. 2016 é o sexto ano da feira, que já se firmou no calendário das artes visuais da cidade. Essa edição se concentra em galerias de São Paulo que apresentam obras em diversos suportes, como escultura, pintura, gravura, fotografia, livros de artista, entre outros. Mais uma vez o espaço eleito é o Casa Bossa, localizado no terceiro andar do prédio.

Diferente da edição de novembro, em que a seleção das galerias é feita por um comitê formado especialmente para a feira, na edição do Cidade Jardim a escolha dos expositores cabe exclusivamente às diretoras da feira. É um recorte que garante reunir as novidades mais interessantes da produção de artes visuais atuais, diversidade de interesses e olhares, em uma visita confortável e acessível para toda família. Inéditos e raros, obras instigantes e de nomes já consagrados convivem em um espaço que une o despojamento que caracteriza a feira à comodidade que o shopping oferece, como boas opções de gastronomia e lazer.

Referência como espaço de circulação de informação sobre a nova geração de talentos das artes plásticas, que atrai desde colecionadores experientes até pessoas querem comprar sua primeira obra de arte, a PARTE conquistou nesses cinco anos um público tão variado quanto amplo, cada vez maior: o número de visitantes passou de 6.500, na primeira edição em 2011, para 16.000 em 2015, quando a feira passou a realizar duas edições anuais.

A primeira edição da PARTE Cidade Jardim, no ano passado, recebeu 5.500 visitantes, 1.700 somente na data de abertura. No mesmo período, a feira mais que dobrou o número de obras vendidas e triplicou o valor movimentado pelas galerias. O valor das obras varia de R$ 500 a R$ 100.000. Em 2015, o valor médio das obras comercializadas na edição do Shopping Cidade Jardim foi 60% superior ao da edição do Paço das Artes, o que reflete o sucesso da nova empreitada.

Entre as galerias, parceiras da feira já há algum tempo, como Andrea Rehder Arte Contemporânea (antiga Galeria Paralelo), Arte Hall, Jackie Shor Arte, Papel Assinado, Luiz Maluf Art Gallery, Folio e Galeria de Babel e novas parceiras, como Casa Nova, Cravo Online e Aura, que participam pela primeira vez da PARTE na edição do Cidade Jardim.
A PARTE se firmou no Paço das Artes, dentro da Cidade Universitária. Este ano a edição de novembro passa a acontecer no coração da Faria Lima, no Clube A Hebraica, com 45 expositores.

Novos modelos para um mercado em transformação
A PARTE reúne na edição Cidade Jardim iniciativas que inovam não apenas na arte em si, mas também em sua forma de atuar no mercado. “Fizemos uma pesquisa extensa de como galerias de porte reduzido e novos artistas estão lidando com a crise. A boa notícia é que há propostas promissoras que inovam na forma de organização, aproximação com o público, apresentação e venda de obras de arte. A tecnologia já estava na arte (nas obras em si), mas demorou para engatar no mercado de arte. Agora parece ser um caminho sem volta. Fizemos um recorte dos projetos mais interessantes”, diz uma das diretoras da Feira, Tamara Perlman.

Aura é uma plataforma de arte contemporânea com ações online e off-line. Eles apostam em ferramentas de tecnologia e na geração de conteúdo para transformar o sistema da arte brasileiro tanto para artistas quanto para colecionadores. Além de site, e-commerce e blog, a Aura funciona como uma galeria, realizando exposições e ações temporárias, como as atuais em cartaz nas Perestroikas de Porto Alegre e São Paulo.

Lançado há pouco mais de seis meses, Cravo Online é o braço virtual da tradicional casa Aloisio Cravo Arte e Leilões. Pioneira no mercado brasileiro – foi a primeiro a introduzir arte contemporânea em leilões, em 1990 – Aloisio Cravo volta a inovar. Seus leilões virtuais não são reproduções da versão presencial. Na plataforma digital apresenta seleções exclusivas, enxutas e temáticas com trabalhos de alta qualidade. Recentemente, Cravo realizou o leilão de 22 fotografias de Marc Ferrez, principal fotógrafo do Brasil no século XIX, que integravam uma única coleção particular.

A Geração Alpha, de Manuela Sève e Renata Thomé, busca conectar artistas e público, resolvendo o problema de acesso no mercado de arte, tanto para artistas independentes quanto para colecionadores. Pelo site ou pelo recém-lançado aplicativo Alpha’a, artistas podem fazer o upload de seus trabalhos, o público escolhe seus favoritos e a dupla produz edições dos mais votados, revertendo parte do resultado ao artista.

A galeria Emma Thomas, que completa 10 anos em 2016, esteve sempre na vanguarda do movimento de jovens galerias do circuito brasileiro. Foi umas das primeiras a trabalhar de forma integrada com artistas, curadores e coletivos, através da elaboração de mostras, palestras, feiras e conteúdo cultural. Na PARTE Cidade Jardim a galeria fará o lançamento oficial de sua plataforma online de venda de obras.

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Sobre a PARTE
A ideia de criar a PARTE surgiu há seis anos, a partir da percepção das amigas Tamara Perlman, advogada, e Lina Wurzmann, administradora de empresas e artista, de que havia uma oportunidade no mundo das artes: um público que se interessava por arte, visitava exposições e se identificava com a linguagem atual da arte, mas ainda não se sentia pronto para levá-la para casa, e jovens galerias dedicadas à arte contemporânea com artistas com uma produção atual instigante e efervescente, mas com pouco espaço para expor seu trabalho. Com o crescimento do projeto, em 2014 à dupla se juntou uma nova sócia, Carmen Schivarche.
Em outras palavras, “havia um conjunto numeroso de potenciais compradores de obras de arte. Pessoas que se interessam por cultura de forma ampla, com poder aquisitivo para ter arte em sua casa e que não se sentia seguro para escolher uma obra de arte, seja por falta de informação sobre qualidade, os artistas, galerias ou mesmo preços”, diz Tamara.

Informação na PARTE é item essencial. Os trabalhos são expostos com pequenas etiquetas com o preço, técnica, e nome do artista, ajudando a contextualizar a obra e os valores financeiros atribuídos a ela, permitindo assim que o comprador se sinta à vontade para comparar e tomar uma decisão com segurança e conhecimento, sem pressão.
A partir de uma curadoria cuidadosa, a feira seleciona trabalhos pouco óbvios e que, muitas vezes, não seriam encontrados mesmo em uma grande feira. São joias raras que atraem não só recém-chegados ao mundo da arte e do colecionismo mas, também, colecionadores experientes, em busca de trabalhos ousados e raros.

Galerias Presentes nessa edição:

Andrea Rehder Arte Contemporânea (antiga Paralelo)
ArteHall
Aura Arte
Casa Nova
Contempo
Cravo Online
Emma Thomas
Folio
Galeria de Babel
Geração Alpha
Jackie Shor Arte
J B Goldenberg
Galérie Brésil
Galeria Luis Maluf
Papel Assinado
Sala Rússia Escritório de Arte
Via Thorey

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