O Tate Modern se transforma em Museu da dança

Acontece em Londres a exposição "If Tate Modern was Musée de la danse?" transformando o museu em palco nos dias 15 e 16 de maio - BMW Tate Live

Esta não é a primeira vez que a dança vai parar no museu. Em 2011, a exposição ‘Danser sa vie’ apresentou um panorama dessa atividade artística desde os anos 1900 no Centro Pompidou, em Paris e a própria Tate Gallery inaugurou em 2012 a mostra ‘The Tanks: Art in Action’, na qual foram realizadas inúmeras performances e apresentações ao vivo, inclusive com a participação do coreógrafo Boris Charmatz, que retorna agora com a exposição relâmpago ‘If Tate Modern was Musée de la danse?’, com curadoria de Catherine Wood.

Durante 48 horas ocorridas nos dias 15 e 16 de maio, o francês que começou sua carreira no Paris Opera Ballet e hoje dirige o centro de coreografia nacional de Rennes, na França, renomeado “Musée de la danse” com sua chegada em 2009, deve levar uma série de atividades ao Turbine Hall da Tate, em Londres.

A exposição pretende travar um debate sobre o lugar da dança por meio de aulas, apresentações, performances e festas, sendo muitas dessas atividades gratuitas. Junto com outros cerca de cem bailarinos, Boris Charmatz dá continuidade aos questionamentos sobre as diversas possibilidades de se experimentar a dança.

Como a dança pode mudar o museu? Como o museu pode mudar a dança? Ele pretende transformar ideias predeterminadas que possuímos sobre estes dois assuntos por meio de um diálogo que deve ser construído junto ao público.

Crítico do tradicional objeto de arte estático, criado por um único artista e eventualmente transformado em mercadoria, Boris Charmatz vem tentando criar um novo sentido para sua ocupação. Ele pergunta: “Quando acaba a exposição o que é que fica?” Nessa passagem rápida pelo museu ele espera poder ensinar e dar as pessoas algo que possam levar embora com elas a partir dessa experiência artística.

Assista a chamada para a exposição:

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