Morre aos 69 anos o artista Chris Burden

Chris Burden nasceu em Boston, no dia 11 de abril de 1946. Sua fama chegou 25 anos depois, quando realizou a performance “Shoot” em uma galeria de arte nos Estados Unidos, durante a Guerra do Vietnã, pedindo para um amigo atirar em seu braço esquerdo com um rifle posicionado a 5 metros de distância dele.

Autor da frase: “O limite é um termo relativo”, Chris Burden realizou diversas outras performances que desafiaram os extremos da arte conceitual. Em “Five Day Locker Piece”, seu projeto de mestrado para Universidade da Califórnia, ele fica trancado em um armário típico de escola americana de medidas 60 x 60 x 90 centímetros, durante cinco dias consecutivos e em “Trans-Fixed” é ‘crucificado’ em um fusca Volkswagen.

Para Chris Burden a ideia de performance era central para a de escultura e é combinando essas duas práticas que ele desenvolve em Inhotim, Minas Gerais, a obra “Beam Drop”. Para a produção desta foram selecionadas vigas usadas em ferros-velhos e depois lançadas do alto de um guindaste em uma piscina de concreto molhado. Como se fossem tintas em um quadro de Jackson Pollock, o artista criava uma composição que se fixaria depois do cimento secar [veja o vídeo abaixo].

Chris Burden morreu no domingo, dia 10 de maio de 2015, em sua casa em Topanga Canyon, na Califórnia. Ele havia sido diagnosticado com melanoma maligno, mas manteve a doença em segredo por 18 meses.

Sua última obra “Ode to Santos-Dumont” deve ficar exposta no Los Angeles County Museum of Art de 18 de maio a 21 de junho, uma homenagem ao aviador brasileiro, conhecido por ter voado o primeiro dirigível ao redor da torre Eiffel em 1901.

Na entrada deste museu, localizado em uma área de Los Angeles conhecida como “Miracle Mile”, encontra-se outra obra de Chris Burden: “Urban Light”, uma instalação com 202 postes de luz fabricados em ferro fundido nas décadas de 20 e 30, que deve ficar acesa no domingo, dia 17 de maio, em memória ao artista.

 

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