Mar apresenta instalação luminosa que pulsa poesias em código Morse.

Em comemoração aos 450 anos da cidade do Rio de Janeiro, o MAR apresenta uma instalação de luz: a fachada do museu pulsará poesias em código Morse.

O Museu de Arte do Rio – MAR recebe uma instalação noturna inédita, de 7 de março (mês do aniversário da cidade e do próprio museu) a 5 de abril. Escritos de poetas contemporâneos brasileiros, a maioria referindo-se à cidade do Rio de Janeiro, serão traduzidos em Código Morse e emitidos em forma de luz pelas janelas do museu. O S.O.S. Poesia é assinado por dois poetas e artistas visuais, o carioca Renato Rezende e o alemão Dirk Vollenbroich, com curadoria de Paulo Herkenhoff e Clarissa Diniz, diretor cultural e gerente de conteúdo do MAR, respectivamente. Patrocinada pela Secretaria Municipal de Cultura/ Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, a obra inaugura o projeto MAR Extracúbico, que leva trabalhos de arte para além do espaço expositivo do museu.

O S.O.S. Poesia acontece na fachada do Pavilhão de Exposições, antigo prédio da alfândega, hoje pertencente ao MAR, um dos símbolos da renovação da zona portuária da cidade. A instalação, que une poesia, arquitetura e novas tecnologias, não interfere na programação interna do museu e faz parte da programação comemorativa do aniversário de dois anos do museu. “O S.O.S. Poesia abre o programa MAR Extracúbico, que propõe abrigar experiências e projetos que demandam uma apresentação para além dos limites físicos e institucionais das galerias de exposição”, explica Herkenhoff.

Uma das intenções do projeto é promover a poesia brasileira contemporânea, utilizando o código Morse – como uma espécie de S.O.S. – para indicar o vigor e a potência dessa produção. Por meio da linguagem universal de sinais luminosos relacionada ao mar e às regiões portuárias de todo o mundo, poemas contemporâneos serão emitidos como um pedido de socorro.

A poesia em todo o mundo, embora diversificada e potente, tem perdido espaço no debate público cultural, evidenciado pela falta de interesse em suas produções pelo mercado editorial e minguante espaço em feiras, festivais e periódicos literários. “O projeto faz um registro nostálgico de uma região portuária em pleno processo de modernização, metaforizada pelo código Morse”, explica Renato Rezende. O trabalho inclui textos de poetas como Caio Meira, Claudia Roquette Pinto, Guilherme Zarvos, entre outros.

Inaugurado em 1º de março de 2013, data de aniversário da cidade, o Museu de Arte do Rio foi a primeira entrega do Porto Maravilha, projeto de revitalização da Região Portuária carioca.

QUEM SÃO:

RENATO REZENDE

Doutorando em Artes pelo Instituto de Artes da UERJ, é autor dos livros de poesia Ímpar (Lamparina, 2005, Prêmio Alphonsus de Guimaraens da Fundação Biblioteca Nacional, melhor livro de poesia) e Noiva (Azougue, 2008), além de Coletivos (com Felipe Scovino, 2010), No contemporâneo: arte e escritura expandidas (com Roberto Corrêa dos Santos, 2011), Experiência e arte contemporânea (com Ana Kiffer, 2012), Conversas com curadores e críticos de arte (com Guilherme Bueno, 2013) e Poesia e videoarte (com Katia Maciel, bolsa FUNARTE de estímulo para a produção crítica em artes visuais, 2012), entre outros. Tem apresentado trabalhos de artes visuais em diferentes suportes, em eventos como a Draw_drawing_london biennale (2006), o festival de poesia de Berlim (com o coletivo GRAP = rap + poesia + grafitti, 2007), o Anarcho Art Lab, em Nova Iorque (2011), e o Urbano Digital, no Parque Lage, Rio de Janeiro (2009). Em 2010, apresentou a intervenção urbana MY HEART IN RIO, em parceria com Dirk Vollenbroich, no Oi Futuro de Ipanema, Rio de Janeiro.

DIRK VOLLENBROICH

Artista multimídia nascido na Alemanha graduado em belas artes pela Universidade de Münster (2002). Entre premiações e bolsas, destacam-se: International Light Art Award, 2015; Cité Internationales des Arts, Paris; Graduation Fellowship of NRW; Fine Art Fellowship KD Schoeppingen, 2009; e Baden-Baden Fine Art Fellowship 2009/10.

MUSEU DE ARTE DO RIO

O MAR é um espaço dedicado à arte e à cultura visual. Instalado na Praça Mauá, ocupa dois prédios vizinhos: um mais antigo, tombado e de estilo eclético, que abriga o Pavilhão de Exposições; outro mais novo, de estilo modernista, onde funciona a Escola do Olhar. O projeto arquitetônico une as duas construções com uma cobertura fluida de concreto, que remete a uma onda – marca registrada do museu –, e uma rampa, por onde os visitantes chegam aos espaços expositivos.

O MAR, uma iniciativa da Prefeitura do Rio em parceria com a Fundação Roberto Marinho, tem atividades que envolvem coleta, registro, pesquisa, preservação e devolução à comunidade de bens culturais. Espaço proativo de apoio à educação e à cultura, o museu já nasceu com uma escola – a Escola do Olhar –, cuja proposta museológica é inovadora: propiciar o desenvolvimento de um programa educativo de referência para ações no Brasil e no exterior, conjugando arte e educação a partir do programa curatorial que norteia a instituição.

O museu tem o Grupo Globo, a Vale e o Itaú como patrocinadores máster e o apoio do Governo do Estado do Rio de Janeiro e do Ministério da Cultura, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. A gestão fica a cargo do Instituto Odeon, uma associação privada, sem fins lucrativos, que tem a missão de promover a cidadania e o desenvolvimento socioeducacional por meio da realização de projetos culturais.

SERVIÇO

S.O.S. POESIA
Data: de 7 de março a 5 de abril de 2015
Abertura: 7 de março
Hora: 19h
Local: Museu de Arte do Rio
Endereço: Praça Mauá, 5 – Centro – Rio de Janeiro
Telefone: 21 3031 2741

 

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