MAM realiza a V Semana Cultural Sinais na Arte

© Divulgação

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Pioneiro no processo de acessibilidade do público surdo aos museus e instituições culturais, o Museu de Arte Moderna de São Paulo promove, de 22 a 26 de setembro, a V Semana Cultural Sinais na Arte, com programação gratuita de atividades artísticas realizadas na língua brasileira de sinais (Libras). A ação demonstra como Libras integra a cena de São Paulo por meio de uma programação que conta com oficinas, visitas mediadas e narração de histórias, realizadas em parcerias com outras instituições como a Pinacoteca do Estado, Museu da Resistencia, Museu Lasar Segall, CCBB e Itaú Cultural.

Segundo a coordenadora do Educativo e de Acessibilidade do MAM, Daina Leyton, a quinta edição do evento visa a divulgar e comemorar as conquistas que levaram à melhoria das condições de vida e acesso à cultura do público surdo. “A Semana Cultural Sinais acontece durante a semana do Dia Internacional do Surdo, 26 de setembro, data em que a Comunidade Surda Brasileira relembra as conquistas que levaram à melhoria das condições de vida e reivindica direitos” afirma.

No âmbito geral, vários avanços nas últimas décadas levaram à melhoria das condições de acesso da comunidade surda à vida social. Hoje, Libras é oficializada e regulamentada por lei como língua oficial da comunidade surda brasileira. Diversos espaços públicos e privados contam com surdos trabalhando e profissionais com conhecimento de libras para receber bem o público surdo, como é o caso do museu.

Confira a programação:
22/9 – Terça-feira
10h – Visita mediada em libras no Jardim de Esculturas + experiência poética, com o educador surdo Leonardo Castilho
Onde: Jardim de Esculturas
Duração: 60 min
Classificação indicativa: livre
Vagas limitadas – inscrições com 30 minutos de antecedência na recepção do museu

14h30 – Narração de história em português e Libras, com as educadoras Mirela Estelles e Amarílis Reto
Onde: Jardim de Esculturas
Duração: 45 minutos
Classificação indicativa: livre
Vagas limitadas – inscrições com 30 minutos de antecedência na recepção do museu

24/9 – Quinta-feira
14h – Slam do Corpo – batalha de poesias em português e libras
Onde: Auditório do MAM
Duração: 90 minutos
Classificação indicativa: livre
Vagas: 180 – Sujeito a lotação do auditório por ordem de chegada

14h – Exposição Humana Mente
Com o intuito manter viva a memória sobre as vítimas da ditadura militar brasileira, é apresentada uma série de 25 fotografias. Cada imagem está associada a uma produção audiovisual, envolvendo poesia, música, dança, performance ou animação, produzidos por alunos e professores do Colégio Rio Branco e intérpretes do Centro de Educação para Surdos Rio Branco
Onde: Ateliê do MAM
Duração: aproximadamente 3 horas
Classificação indicativa: livre
Aberta ao público

Programação de parceiros:
Pinacoteca do Estado de São Paulo

26/ 9 – Sábado
14h – Contação de história em Libras – Ninfa Eco e Caçador Narciso
Onde: espaço expositivo
Duração: 1 hora

15h30 – Palestra Cultura Surda: Língua de Sinais, Arte e Educação, com a educadora surda Sabrina Denise Ribeiro
Onde: Espaço NAE – térreo
Duração: 1 hora

Memorial da Resistência

27/9 – Domingo
Para celebrar o Dia Nacional do Surdo, o Memorial da Resistência de São Paulo inaugura a janela de Libras com os relatos de ex-presos políticos. Neste dia, o Memorial disponibiliza dois horários de visitas para o público surdo, às 11h e às 13h30, com a presença de um interprete de Libras.

Museu Lasar Segall

Mário de Andrade e seus dois pintores: Lasar Segall e Candido Portinari
Até 6 de outubro, está disponível vídeo em libras relacionado ao museu e as obras do acervo expostas
Onde: espaço expositivo
Horário: das 11h às 19h aberto todos os dias, exceto às terças.
Entrada Gratuita

CCBB

Visita mediadas em Libras na exposição Kandisky: tudo começa num ponto
Quando: 2ª, 4ª e 6ª, das 10h às 15h
Onde: espaço expositivo
Aberta ao público

Itaú Cultural

22/9 – Terça-feira
Espetáculo teatral performático BadeRna – com interpretação em Libras
Inspirado na bailarina italiana Marietta Baderna (1828-1870), que ficou conhecida por utilizar ritmos africanos na dança clássica. A concepção geral é de Luaa Gabanini e a direção é de Roberta Estrela d’Alva.
Aberta ao público – distribuição de ingressos a partir das 19h30

24/9 – Quinta-feira
8h30 às 13h – Palestra: Cultura Acessível: curadoria, comunicação e formação de público, com Viviane Panelli Sarraf

26 e 27/9 – Sábado e Domingo,
16h – Percursos lúdicos pela exposição Coleção Brasiliana Itaú
Onde: espaço expositivo
Duração: aproximadamente 1 hora

27/9 – Domingo
14h – Contação de histórias em português e em Libras, com o Grupo Mãos de Fada

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