Leilão da Bolsa de Arte agita o mercado

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O clima na sala cheia era de descontração e expectativa, com vários figurões do mercado de arte consultando seus catálogos e fazendo ajustes de última hora em seus lances. Pontualmente, o ministro do Superior Tribunal Federal Luiz Roberto Barroso, responsável pelo testamento de Nelson Diz, abriu o leilão e os lotes começaram a aparecer freneticamente, na sala, pela telefone e pela internet. O ritmo foi aumentando à medida em que a venda se aproximada das obras mais cobiçadas. Do total de 123 lotes, 119 foram vendidos no leilão, a maior venda da história da Bolsa de Arte.

Os valores alcançados também supreenderam, incluindo R$1.450.000 pagos pelo Nucleo em expansão V de Iberê Camargo, óleo de 1965 de 1,15 x 2m. As maiores disputas talvez tenham sido pelas têmperas de Volpi, como já era esperado. Eram cinco no total. Uma delas, Vela, mastro e bandeirinha de 85 x 42 cm, estimada entre R$600.000 e R$900.000, foi vendida por R$1.450.000, e a maior delas, Bandeirinhas e mastros, de 68 x 135 cm, foi vendida por R$1.240.000. Como disse o ministro Luiz Roberto Barroso, foi um leilão fora da curva, prova de que, mesmo em momentos de crise, sempre há demanda para obras de arte excepcionais.

Em junho é a vez de James Lisboa leiloar um amplo espectro de obras, de Marcelo Moscheta a Antonio Gomide, incluindo três esculturas de mesa de Amilcar de Castro reproduzidas em livro com lance inicial de R$25 mil. Dias 29 e 30, com catálogo online em leilaodearte.com.

Confira também os resultados dos leilões internacionais.

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