Ivani Pedrosa apresenta "Entretempos – O Indivíduo e a Cidade" no CCJF.

A exposição busca mesclar o passado e o presente, o público e o privado, o indivíduo e a cidade, em uma imersão no espaço urbano, conduzida pelo olhar da artista.

Camera obscura ( Latim, quarto escuro), espaço fechado com um orifício que permite a passagem da luz externa e projeta no interior a imagem que está do lado de fora. Esta imagem é reproduzida de forma invertida. Na instalação ENTRETEMPOS, Ivani Pedrosa retoma o mesmo princípio que está na base da história da fotografia para projetar imagens capturadas com o celular.

A camera obscura, aqui com três orifícios que permitem ao público a descoberta das imagens projetadas, é o campo onde tudo acontece na perspectiva de Marcel Duchamp. O observador torna objeto o que vê e se transforma num objeto ao ser observado. Mesclam-se o passado e o presente, o público e o privado, o indivíduo e a cidade, em uma imersão no Rio de Janeiro conduzida pelo olhar da artista.

Ao longo de sete anos, Ivani Pedrosa fotografou com o celular a sua cidade. Como um flâneur baudelairiano de olhar crítico e aguçado, a artista registrou fragmentos das ruas, paisagens, arquitetura. Imagens cotidianas que, deslocadas de seu contexto, alimentam o pensamento criativo e se transformam em matéria-prima para o trabalho: a fotografia expandida em objetos escultóricos, no desenho e na pintura.

No Centro Cultural Justiça Federal, Ivani instala uma grande camera obscura e convida o público a construir a cidade a partir de sua própria narrativa.

Martha Pagy

 

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