Georges Didi-Huberman participa do MAR na Academia

O Museu de Arte do Rio – MAR recebe um dos historiadores de arte mais renomados da atualidade, o francês Georges Didi-Huberman. Ele ministrará conferências que fazem parte do Seminário Internacional Chamar as chamas: imagens, gestos e levantes, entre os dias 23 e 26 de novembro. O teórico também lançará na ocasião dois livros pela coleção ArteFíssil – publicados pelo MAR em coedição com a Contraponto Editora: Invenção da Histeria: Charcot e a Iconografia Fotográfica de Salpêtrière e A Semelhança Informe: ou o Gaio Saber Visual Segundo Georges Bataille. Professor da École de Hautes Études em Sciences Sociales, em Paris, Didi-Huberman falará com o público, a convite da Escola do Olhar – por meio do programa MAR na Academia -, sobre Desejo e Levante. A programação conta ainda com as participações de Estefaine Baumann, Ilana Feldman, Arno Gisinger, Ludger Schwarte, Paula Sibilia, Lívia Flores e Martín Albornoz.

As conferências abordam as dimensões estéticas das forças individuais e coletivas que são invocadas em rebelições ou levantes. A filósofa Stefanie Baumann abre a programação do seminário com o curso Realismos – Sobre as percepções poíticas do real, entre os dias 18 e 20 de novembro. O aulas exploram a posição do diretor alemão Alexander Kluge sobre as diversas abordagens do realismo na arte.

Responsável por publicações como La peinture incarnée, suivi de le chef-d’oeuvre inconnu par Honoré de Balzac (Minuit, 1985); Devant l’image. Question posée aux fins d’une histoire de l’art (Minuit, 1990); Ce que nous voyons, ce qui nous regarde (Minuit, 1992; publicado no Brasil com o título O que vemos, o que nos olha, pela Editora 34, em 1998), entre outras, Didi-Huberman vai falar durante a conferência do dia 23 de novembro (segunda-feira) como pensar antropologicamente a transformação da aflição em levante. Abordará o pensamento de Aby Warburg a respeito das “fórmulas de pathos”, mas associando-o a certos poetas como Henri Michaux e Federico García Lorca.

Dando continuidade ao tema, no dia seguinte (24 de novembro, terça-feira), o terórico aborda as potências do desejo, mostrando que este é a força que nos levanta. Didi-Huberman usará a mesma hipótese traçada por Walter Benjamin e Theodor W. Adorno, de que a dor dos humanos nada mais é do que a história humana.

Georges Didi-Huberman Arno Gisinger e Stefanie Baumann participaram em 2013 de Histórias de Fantasmas para Gente Grande no Museu de Arte do Rio. Foram responsáveis pela exposição Atlas, Suíte, que fazia parte do projeto. Didi-Huberman foi curador da mostra ao lado de Gisinger e Stefanie co-organizadora.

Programação
CURSO REALISMOS – SOBRE AS PERCEP­ÇÕES POLÍTICAS DO REAL

18 a 20 de novembro
Stefanie Baumann
Sala 2.2. – Escola do Olhar – MAR
9h30min às 13h30min

SEMINÁRIO INTERNACIONAL CHAMAR AS CHAMAS: IMAGENS, GESTOS, LEVANTES

DESEJO E LEVANTE CONFERÊNCIAS DE GEORGES DIDI-HUBERMAN

Segunda-feira, 23 de novembro
Auditório do MAR, das 9h às 13h
Gestos do Levante
Georges Didi-Huberman

Terça-feira, 24 de novembro
Auditório do MAR, das 9h às 13h
Potências do desejo
Georges Didi-Huberman

Quarta-feira, 25 de novembro
Auditório do MAR, das 9h às 13h
“Se queres encontrar o fogo, procura-o nas cinzas”: fulgores e figurações do cinema autobiográfico
Ilana Feldman
Olhares refletidos, chamados coletivos. Notas sobre Chung Kuo, Cina, de Michelangelo Antonioni
Stefanie Baumann
O exílio em faíscas: uma topografia visual de Stefan Zweig e Lotte Altmann no Brasil
Arno Gisinger

Quinta-feira, 26 de novembro
Auditório do MAR, das 15h às 22h
Fogo inextinguível. Sobre a documentação na arte e a possibilidade de testemunho indireto – Harun Farocki
Ludger Schwarte
O erotismo na vitrine: o espetáculo ofuscou as chamas?
Paula Sibilia
Arte-fatos de fogo
Lívia Flores
O incêndio anarquista
Martín Albornoz
Quantos mortos são necessários para que uma matança nos chame a atenção?
Christian Ferrer
As mensagens das borboletas
Georges Didi-Huberman

Inscrições pelo site www.museudeartedorio.org.br

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