Filha de Lygia Pape processa LG por possível uso de imagem de obra

Escultura Tteia de Lygia Pape

Escultura Tteia de Lygia Pape

Paula Pape, filha da artista brasileira Lygia Pape, processou a LG Eletronics Inc., no tribunal federal de Manhattan no mês passado.
Ela alega que o fabricante de eletrônicos de Seul usa cópias da escultura de sua mãe, “Tteia 1, C”, em materiais de embalagem, publicidade e promoções para o seu telefone celular K20 V. A associação cultural que administra os direitos sobre o trabalho de sua mãe negou repetidamente os pedidos da LG de permissão para usar a arte, disse Paula.

Pape disse em uma declaração que sua mãe, que morreu em 2004, foi uma artista por 50 anos e nunca comercializou suas peças. Ela chamou a escultura, que foi colocada em exibição pública nas Serpentine Galleries de Londres em 2011, “O culminar de todo o trabalho”.

Lygia Pape foi “uma figura crítica no desenvolvimento da arte moderna brasileira”, de acordo com o Metropolitan Museum of Art, onde uma exibição de suas obras está em cartaz até 23 de julho. Oponente do regime militar do Brasil, ela foi presa, mantida em solitário confinamento e torturas, de acordo com a denúncia.

Ela nunca trabalhou com uma galeria comercial até o final de sua vida. Sua exposição no Metropolitan em Nova York abrange cinco décadas e inclui escultura, pintura e cinema.

“Que a LG e outros roubaram seu trabalho para seus grandes fins comerciais não é apenas contra a lei, é uma afronta, um lembrete feio de que corporações enormes como a LG acreditam estar acima da lei”, disse Paula Pape. “Eles podem roubar agora e pagar mais tarde com o lucro”, disse ela.

“Eles não têm respeito por aqueles que vivem para trazer beleza para o mundo, para os artistas e para todos os seres humanos que se esforçam para viver com propósito e integridade”, disse Pape.

John Mancini, sócio da Mayer Brown LLP, que representa as duas unidades LG baseadas nos EUA, nomeada na denúncia, recusou-se a comentar o processo.

Fonte: Site Bloomberg

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