Exposição ‘Adrenalina’ reúne obras digitais no Red Bull Station.

Com visitação gratuita, 16 artistas, de diferentes nacionalidades, expõem de 14 de março a 5 de maio no local. Conheça o projeto e a programação completa!

Com a proposta de trazer um recorte do audiovisual nos dias de hoje, a exposição Adrenalina ocupa a galeria principal e o porão do Red Bull Station a partir do dia 14 de março. A mostra reúne obras digitais de 16 artistas nacionais e internacionais sob a curadoria de Fernando Velazquez. O evento é aberto à população e integra uma das principais exposições do espaço planejadas para 2015, fazendo ainda parte do calendário oficial da SP-Arte 2015.

Entre os envolvidos estão os brasileiros Luiz Duva e Ricardo Carioba, além de artistas dos Estados Unidos, Itália, França, Canadá, Uruguai, Japão, Colômbia, Reino Unido e Alemanha. A Adrenalina conta também com a parceria da Sony. Todas as obras serão expostas através de produtos da marca japonesa como televisores, projetores e headphones.

No local, os visitantes encontrarão projeções e telas, obras realizadas a partir ou com auxílio de recursos computacionais. “O interesse principal não está na técnica ou na tecnologia em si, mas na forma como velhos assuntos são revisitados por meio destas novas tecnologias, fazendo emergir perspectivas até então desconhecidas ou pouco evidenciadas”, explica o curador Fernando Velazquez.

Entre as obras em exposição estão Parametric expression, de Mike Pelletier, e Love is Patient, de Santiago Ortiz. Todas têm em comum a utilização de programação algorítmica e de artifícios geradores, ou seja, que se utilizam de sistemas ou regras as quais permitem soluções imprevistas. São obras que exploram os recursos narrativos e de linguagem do chamado tempo real, estratégia alternativa a edição convencional.

“Emprestar o nome de um hormônio neurotransmissor no título da mostra é um modo de sugerir que ainda podemos ser desafiados e surpreendidos pelas imagens, já que hoje vivemos anestesiados por elas”, completa Velazquez.

Mais sobre o curador Fernando Velazquez:

De Montevidéu, Uruguai, Fernando Velazquez é artista multidisciplinar. Suas obras incluem vídeos, instalações, objetos interativos e performances audiovisuais. Doutorando em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP, Mestre em Moda, Cultura e Arte pelo Senac-SP, participa de exposições no Brasil e no exterior com destaque para a Emoção Art.ficial Bienal de Arte e Tecnologia (Brasil, 2012), Bienal de Cerveira (Portugal, 2013 e 2011), Mapping Festival (Suiça, 2011), WRO Biennale (Polônia 2011), On_off (Brasil, 2011), Bienal do Mercosul (Brasil, 2009), Bienal de Tessalônica (Grécia, 2009), Bienal Ventosul (2009), e o Pocket Film Festival no Centro Pompidou (Paris, 2007). Obteve, dentre outros, o Prêmio Sergio Motta de Arte e Tecnologia (Brasil, 2009), Mídias Locativas Arte.Mov (Brasil, 2008), “2008, Culturas” e o Vida Artificial (ambos na Espanha, 2008). Foi curador do Motomix 2007, Papermind Brasil, Dorkbot São Paulo e do Projeto !wr?. Professor da PUC-SP, vive e trabalha em São Paulo. Além da Exposição Adrenalina, atualmente está à frente da curadoria da 10ª Turma do Programa de Residência Artística do Red Bull Station, onde também é diretor de arte.

Mais sobre os artistas envolvidos:

Chris Coleman tem Mestrado pela Universidade do Estado de Nova York. Seu trabalho abarca esculturas, performances, vídeos e instalações interativas.

Donato Sansone estudou animação no Centro Sperimentale di Cinematografia, em Turim, na Itália. Seu corpo de trabalho está focado em vídeo e animação.

Henrique Roscoe é artista digital, músico e curador. Desenvolve instalações interativas, programando em processing, max/msp e vvvv e cria instrumentos e interfaces interativas usando sensores e objetos do cotidiano.

Hugo Arcier é artista digital (ou artista num mundo digital). Utiliza gráficos 3D em vídeos, impressos e esculturas.

Lucas Bambozzi é pesquisador em novos meios, com trabalhos em vídeo, filme, instalações site-specific e projetos interativos. Seus trabalhos vêm sendo exibidos em festivais e mostras, em mais de 40 países.

Luiz Duva é um artista experimental no campo da videoarte e performance audiovisual. Desenvolve narrativas pessoais em vídeo desde o início dos anos 1990, bem como uma série de experiências com videoinstalações.

Matheus Leston é músico, produtor musical, artista e professor. Em 2013 criou e produziu a Orquestra Vermelha, projeto multimídia premiado pelo Programa Rumos. Desenvolve também a apresentação Ré e produz música eletrônica sob o nome Lateral.

Mike Pelletier trabalha no domínio das instalações interativas, modificações em video games e animações em 3D.

Rick Silva vem explorando noções de paisagem e vida selvagem no século 21 em sua produção mais recente de vídeos, websites e imagens.
Ricardo Carioba é artista plástico e compositor de música eletrônica. Trabalha com mídias visuais e sonoras.

Richard Garet trabalha na interseção de várias mídias incluindo imagens em movimento, som, fotografia expandida e performance multimídia. Seu trabalho busca situações imersivas que atentam aos processos de percepção e fenômenos psicológicos relacionados à experiência temporal.

Ryoichi Kurokawa produz obras que assumem múltiplas formas como instalações, obras sonoras e de concerto. No seu trabalho, procura reconstruir arquitetonicamente o fenômeno audiovisual a partir do encontro de gravações de campo e estruturas geradas digitalmente.

Santiago Ortiz estudou Matemática, Música e Literatura na Universidade dos Andes de Bogotá. Seus trabalhos estão relacionados com as interseções entre arte e ciência.

Semiconductor é um duo britânico formado por Ruth Jarman e Joe Gerhardt. Em seus trabalhos, exploram a natureza material do mundo através da ciência e tecnologia.

Susi Sie é artista. Sua obra transita entre os campos da arte e da ciência. Capta a beleza da natureza, revelando a estrutura física e matemática de substâncias e materiais.

Transforma é um coletivo formado por Luke Bennett, Baris Hasselbach e Simon Krahl. Trabalham na interseção do vídeo, da performance e das instalações. Colaboram com outros artistas e músicos para criarem peças que expandem as fronteiras da performance ao vivo, da arte e da música.

Exposição Adrenalina
Red Bull Station / Praça da Bandeira, 137 – Centro
14 de março a 5 de maio de 2015
Entrada Franca
Classificação etária: livre
De terça a sexta-feira, das 11h às 20h
Sábados, das 11h às 19h
Informações: (11) 3107-5065
www.redbullstation.com.br

PROGRAMAÇÃO PARALELA

Oficina de construção de controladores DIY com Henrique Roscoe
Data: 18 e 19 de março | 19:00 às 22:00
Local: Red Bull Station
Inscrições pelo site: www.redbullstation.com.br
Sujeito a lotação. Entrada gratuita

Ensinar aos artistas como desenvolver interfaces DIY para controlar programas de edição em tempo real. Mostrar as possibilidades do Arduino no desenvolvimento de projetos. Como fazer um controlador que atenda às necessidades específicas de cada artista. Software usados para converter os dados de entrada e softwares que podem ser controlados por estas interfaces. Uso de sensores como variáveis para alterar parâmetros nos programas.

O workshop tem como objetivo ensinar como construir instrumentos e controladores midi utilizando interfaces customizadas. Estas interfaces utilizam sensores, botões, faders, etc, que são ligados ao computador por meio de uma placa que converte o sinal em midi e pode controlar qualquer programa que aceite parâmetros midi. Estes controladores têm baixo custo e a vantagem de serem construídos para necessidades específicas dos artistas.

Serão exibidos alguns instrumentos e controladores, os programas que fazem a interface analógica / digital e, a partir de ideias dos alunos serão construídos cinco controladores simples.

Performance audiovisual Synap.sys – Henrique Roscoe
Data: 20 de março | 19:30 às 20h
Local: Red Bull Station
Aberto ao público| Sujeito a lotação | Entrada gratuita

Lembranças do passado ou do futuro, coletivas ou pessoais, instintos ou conhecimentos adquiridos com o tempo. Estes são os temas tratados nesta performance audiovisual executada ao vivo através de uma interface criada pelo artista. Este instrumento simboliza as ligações que acontecem no cérebro humano: as sinapses, que fazem as ligações entre neurônios a fim de permitir a codificação de informações adquiridas pelos nossos sentidos, a gravação destas ao longo do tempo além de servir de fonte para nossas lembranças. A performance trata das sensações e sentimentos que de alguma forma passam pela memória, através de abstrações, imagens e sons que fazem parte do processo de formação destas lembranças, que durante a vida moldam nossa personalidade e afetividade.

Henrique Roscoe é artista digital, músico e curador. É graduado em Comunicação social pela UFMG e Engenharia Eletrônica pela PUC/MG, com especialização em Design pela FUMEC. Com o projeto audiovisual conceitual e generativo HOL se apresentou nos principais festivais de imagens ao vivo no Brasil como Sónar, FILE, ON_OFF, Live Cinema, Multiplicidade, FAD e também no exterior, na Inglaterra (NIME, Encounters), Alemanha (Rencontres Internationales), Polônia (WRO), EUA (Gameplay), Grécia (AVAF), Itália (LPM e roBOt), e Bolívia (Dialectos Digitales). Desenvolve instalações interativas e cria instrumentos e interfaces interativas usando sensores e objetos do cotidiano, gerando construções inusitadas.

Oficina “Introdução ao Open Frameworks” – inscrição site, vagas limitadas
Data: 28, 29 e 30 de abril |19:00 às 22:00
Local: Red Bull Station
Inscrições pelo site: www.redbullstation.com.br
Sujeito a lotação | Entrada gratuita

O workshop tem como objetivo introduzir os participantes ao desenvolvimento de programas baseados em OpenFrameworks, com enfoque em gráficos bidimensionais e manipulação de imagens e vídeo.

Público alvo: Interessados em tecnologia criativa e arte generativa; profissionais e estudantes das áreas de artes visuais, design gráfico, design digital e outros;

Pré requisitos: Noções de programação em ferramentas como Processing, JavaScript, ActionScript e similares.

Material do aluno: Trazer o seu próprio notebook com os seguintes softwares instalados: no caso de Mac: Xcode / no caso de Windows: Code::Blocks – de acordo com as instruções disponíveis no site do Open Frameworks: http://www.openframeworks.cc/

Andrei Thomaz é artista visual e professor no Istituto Europeo di Design em São Paulo. Mestre em Artes Visuais pela ECA/USP e formado em Artes Plásticas pela UFRGS. Sua produção artística abrange diversas mídias, digitais e analógicas, envolvendo também várias colaborações com outros artistas, entre as quais encontram-se perform
ances sonoras e instalações interativas.

Mesa redonda sobre a exposição Adrenalina com Guilherme Kujawski e Roberto Cruz
Data: 24/03 | 20:00 – 22:00
Local: Red Bull Station
Aberto ao público| Sujeito a lotação | Entrada gratuita

Guilherme Kujawski é produtor de conteúdo, curador e escritor. Depois de defender sua tese de mestrado em artes visuais na Donau-Universität, na Áustria, começou seus estudos de doutorado no Instituto de Arquitetura e Urbanismo na USP de São Carlos. Ele é o autor de numerosos artigos sobre novas mídias e foi editor de CIBERCULTURA, revista de arte e ciência patrocinada pelo Instituto Itaú Cultural. Lá, ele também coordenou uma série de simpósios e exposições, tendo realizado a co-curadoria de quatro edições do Emoção Art.ficial, a bienal internacional de arte e tecnologia. Ele também é escritor de ficção científica, tendo publicado em 1994 o seu primeiro livro, Piritas Siderais, um romance cyberbarroco. Atualmente, leciona design crítico no Instituto Europeo di Design, em São Paulo, e trabalha como editor de mídias digitais na Select, revista bimestral especializada em arte contemporânea.

Roberto Moreira S. Cruz é curador independente e produtor cultural. Está vinculado especialmente às áreas de vídeo e filmes de artista, interessado em cinema expandido e artistas brasileiros que trabalhem nessas áreas. Realizou a curadoria de importantes exposições de vídeo, cinema e live image, trabalhando principalmente em colaboração com o Itáu Cultural, onde atualmente realiza consultoria para a aquisição e constituição da coleção de filmes e vídeos de artistas para a instituição. Também idealizou e coordena a Duplo Galeria.

Performance “Espécie”
Direção e concepção: Valéria Braga e Rodrigo Cunha
Performer: Rodrigo Cunha
Data: 15, 16 e 17 de abril -|20hs
Local: Red Bull Station
Aberto ao público| Sujeito a lotação | Entrada gratuita

“Espécie” é uma performance na qual Rodrigo Cunha explora estados de consciência alterada através da transformação e metamorfose contínua do seu corpo. O processo se dá numa sala completamente escura e desenvolve um roteiro que evolui de forma surpreendente, aguçando e desafiando nossos sentidos e convocando nossos medos e fobias. A imersão promovida pela ausência de luz e som, junto à intensidade energética de Rodrigo, que perde mais de 3 kilos durante o processo, promovem um estado de consciência corporal no próprio espectador, que ao cabo de alguns minutos começa a perceber o entorno nos seus mínimos detalhes, tencionando a relação entre indivíduo, coletivo e ambiente. “Espécie” é uma performance altamente imersiva que paradoxalmente na era dos dispositivos altamente tecnológicos, se utiliza de um simples artefato analógico fora o corpo do performer, mas essa é uma das surpresas.

 

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