Entrevista com o diretor da ARCOmadrid, Carlos Urroz

© Divulgação

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Em seu aniversário de 35 anos a ARCOmadrid traz grandes novidades, entre elas a primeira edição internacional da ARCO, em Lisboa.

Confira a entrevista feita com exclusividade pela DASartes com o diretor da feira, Carlos Urroz.

DASartes: Qual é a grande novidade da edição de 35 anos da ARCOmadrid?
Carlos Urroz: Ela marca 35 anos de sucesso da feira, e para essa edição especial nós apresentamos uma nova sessão chamada “Año 35” junto ao programa “Imagining other futures”, que terá mais de 35 galerias internacionais que já estiveram presentes em uma ou mais edições da feira, selecionadas pelas diretoras Maria e Lorena de Corral e pelos curadores Catalina Lozano e Aaron Multon, que escolheram também dois artistas de cada galeria, visando facilitar o diálogo sobre o passado e o futuro da feira.

DASartes: Alguns espaços que não têm qualquer ligação com arte contemporânea receberão intervenções artísticas. Pode nos contar mais sobre isso?
Carlos Urroz: Correto. A nova sessão chamada “Año 35”, curada por Javier Hontoria, irá ressaltar a relação da ARCO com instituições culturais tradicionais de Madrid. As intervenções artísticas acontecerão em diferentes lugares, algumas instituições artísticas e outras sem qualquer ligação com arte contemporânea. Essas intervenções vão sublinhar e ressaltar a identidade de cada local e explorar como ela é percebida hoje. São locais como o Museu de Arqueologia, o Museu Marítimo, o Museu Cerralbo, entre outros. Nós visamos colocar todas essas instituições em conjunto através de exposições de artistas distintos, que se tornarão ferramentas de interação com a cidade e para o conhecimento de lugares que atualmente não fazem parte de nenhuma dinâmica cotidiana.

DASartes: Há galerias brasileiras na feira? Quais?
Carlos Urroz: Sim, com certeza. A ARCOmadrid tem uma grande seleção de galerias brasileiras este ano, incluindo Anita Schwartz, Baró, Casa Triângulo, Dan Galeria, Jaqueline Martins, Leme, Marilia Razuk, Mendes Wood e Vermelho na sessão geral. Na sessão dedicada ao 35º aniversário nós também temos Fortes Vilaça e Luiza Strina.

DASartes: Como você vê o cenário brasileiro?
Carlos Urroz: A arte e o mercado de arte brasileiro são muito atraentes e uma importante conexão geográfica para a ARCO, pois nós sempre buscamos promover a arte da América Latina e os artistas e galerias do Brasil. Nós temos este ano juntas as melhores galerias brasileiras e perfis internacionais, e esperamos ter colecionadores e instituições brasileiras nos visitando e estabelecendo novas conexões e colaborações.

DASartes: Neste ano, a ARCO realizará uma expansão internacional. Por que Lisboa?
Carlos Urroz: Portugal e seu crescente mercado de arte é o destino escolhido pela IFEMA para a organização, além das fronteiras, da primeira feira de arte contemporânea da marca ARCO. A expansão internacional com a ARCOlisboa acontecerá em maio e almeja sensibilizar e aumentar a projeção do atual cenário de arte português. Portugal é definitivamente um dos maiores aliados de longa data da ARCO e foi escolhido como um dos pontos culturais mais atraentes, com um mercado cada vez mais dinâmico, ideal para receber um evento relevante e estável no circuito das feiras, por seu único e elevado contexto artístico, que ajudará a elevar o valor da arte e do cenário cultural português.

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