Destaques da Bienal de Veneza

© FOTO Lucio Salvatore

© FOTO Lucio Salvatore

A 56ª Bienal de Arte de Veneza, curada por Okwui Enzwezor, foi inaugurada no dia 9 de maio com mais de 136 artistas de 53 países diferentes, dos quais 89 exibem seus trabalhos na bienal pela primeira vez. Num percurso atento e cheio de afetividade, a Dasartes passou pelos pavilhões da 56ª Bienal de Arte de Veneza e traz uma pequena reunião de obras memoráveis de um conjunto provocante e belo ao mesmo tempo.

À entrada do Pavilhão Central, onde está a mostra universal curada por Enzwezor, bandeiras de tecido negro de Oscar Murillo, e as palavras Blues, Blood, Bruise (tristeza, sangue e ferida) de Glenn Ligon em letreiro luminoso dão o tom. Uma vez dentro da primeira sala são expostos desenhos com as palavras The End e Fine, realizados pelo falecido artista italiano Fabio Mauri (1926-2009), entre outras obras do mesmo artista. Ali, no início da jornada, já se percebe que o clima é escuro, sombrio, desconfortável… Começamos pelo fim!

Logo adiante, avistamos o canhão de Pino Pascali e outros trabalhos de grande impacto visual como o do artista Kutlug Ataman, The Portrait of Sakip Sabanci, 2014, feito com 9.216 painéis de LCD que, juntos, parecem um tapete voador, exibindo milhares de faces sem parar, de forma impactante.

A brasileira Sonia Gomes está presente com um trabalho que foi florescendo durante a montagem da obra, tomando forma, ganhando vida, encaixando-se nas fendas das colunas, como se tivesse nascido para aquele espaço.

Outros trabalhos imperdíveis que valem a pena citar são a instalação de Katharina Grosse, Untitled Trumpe, impactante e cheia de emoção; o trabalho de Barthélémy Toguo, Urban requiem (2015); a obra de Maja Bajevic, Arts, Crafts and Facts (2015);
Ainda falando do Arsenale, é importante mencionar o novo espaço inaugurado e aberto pela primeira vez ao público, a Sale d’Armi, reformada de maneira impecável, onde estão os pavilhões da África do Sul, do Peru, de Singapura, da Turquia, dos Emirados Árabes Unidos, entre outros países que contribuíram para a reforma.

Confira na galeria de fotos imagens de algumas das obras. Ao longo das próximas semanas, a Dasartes volta a trazer mais novidados sobre a Biennale.

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