Bienal de Curitiba registra sucesso de público e tem programação estendida

© Divulgação

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Pelas enormes filas aos finais de semana desde outubro já era possível perceber que o Museu Oscar Niemeyer guardava algo grande. Nos últimos dois meses, a Bienal Internacional de Curitiba iluminou a capital paranaense com arte dos quatro cantos do planeta, incluindo o MON, que recebeu o artista homenageado franco-argentino Julio Le Parc, além de outros grandes nomes da arte contemporânea mundial. Após a enorme procura do público, a organização do evento decidiu estender duas exposições até o dia 14 de fevereiro.

Com obras que refletem o conceito da Luz do Mundo e que permitem aproximação, interação e imersão em luzes e sombras, o MON traz pela primeira vez nomes de destaque como Alexander Kluge (Alemanha), Carlo Bernardini (Itália), Davide Boriani (Itália), Eliane Prolik (Curitiba), Helga Griffths (Alemanha), Jeongmoon Choi (Coreia do Sul), Lars Nilsson (Suécia), Regina Silveira (Brasil), Shirin Neshat (Irã) e Yumi Kori (Japão), além de Julio Le Parc (França). Para a organização, a reunião desses artistas é um dos motivos para o sucesso da Bienal 2015. “A Bienal vem crescendo a cada edição e podemos perceber isso tanto pelo número de artistas com obras expostas quanto pela receptividade e participação do público. Já estamos comemorando a edição de 2015 como um grande sucesso”, celebra Luiz Ernesto Pereira, diretor da Bienal.

Além do MON, o Museu de Arte Contemporânea também tem a sua programação estendida. A exposição Luz Versus Luz, que reúne nomes expoentes de diversos países da América Latina e tem curadoria assinada pela crítica de arte Adriana Almada, explora obras que transitam por variados desdobramentos da luz. “Luz versus luz, estas três palavras juntas dão o título a um poema de Paulo Leminski escolhido para nomear esta exposição que trata de luz como imagem, conceito e experiência”, explica a curadora Adriana Almada.

Os artistas convidados para a exposição no MAC são Alejandra Mastro (Argentina-Guatemala), Alfi Vivern (Argentina-Brasil), André Azevedo (Brasil), Carina Weidle (Brasil), Carlos Huffmann (Argentina), Claudio Álvarez (Argentina-Brasil), Constance Pinheiro (Brasil), Daniel Mallorquín (Paraguay), Eduardo Aguiar (Brasil), Francis Naranjo (Islas Canarias), Guita Soifer (Brasil), Gonzalo Ivo (Brasil), Joaquín Sánchez (Bolivia), Jorge González Lohse (Chile), José Antonio de Lima (Brasil), Liliana Zapata (Bolivia), Manuel Chavajay (Guatemala),Marcelo Moscheta (Brasil), Matilde Marín (Argentina), Paulo Leminski (Brasil), Ramón Esono Ebalé (Guinea Ecuatorial), Rogério Ghomes (Brasil) e Vilma Slomp (Brasil).

Com curadoria de Ana Gonzalez, a exposição no Museu da Gravura, localizado no Solar do Barão, também teve o prazo final prorrogado. Os artistas em exposição são Ida Hannmann de Campos, Henrique Martins, Juliana Kulinski e obras do Núcleo de Artes Visuais SESI/PR.

Além dos espaços expositivos, a Bienal leva a arte de Regina Silveira para as ruas de Curitiba. A obra Vagaluz consiste na projeção da palavra “luz” em 60 idiomas na fachada de diversos prédios da cidade até 14 de fevereiro.

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