Bienal de Curitiba promove exposições por toda cidade

Obra de Marcone Moreira na exposição da SOMA Galeria.

Obra de Marcone Moreira na exposição da SOMA Galeria.

A Bienal de Curitiba é realizada há 24 anos e é referência em arte contemporânea, reconhecida como o maior evento de arte contemporânea da América do Sul e um dos principais eventos de arte do circuito mundial. Nos cinco meses do evento são esperados mais de um milhão de visitantes. As exposições se espalham por vários espaços culturais, entre museus, galerias de arte e espaços públicos.

No Museu da Fotografia, a mostra “Além da Fotografia”, com curadoria de Tício Escobar, traz obras de Rodrigo Petrella e Banhi-re Kayapó. No mesmo museu, Carolina Loch, prêmio jovem curadora da Bienal, apresenta quatro trabalhos das norte-americanas Guerrilla Girls. E no Museu da Gravura, está parte das obras do Circuito Universitário da Bienal de Curitiba –  Cubic, com curadoria de Stephen Dan Batista.

No Memorial de Curitiba, onde se realiza a exposição sobre a cidade chinesa de Hangzhou, cidade irmã de Curitiba, também poderão ser visitadas duas mostras: A primeira com curadoria de Massimo Scaringella, com o título “Antítese Imagens Síntese”. A segunda com curadoria de Royce Smith e Dannys Montes de Oca, que traz obras de artistas dos mais diferentes países, intitulada “Porque o mundo nunca deve perder o seu afeto”, que se espalha pelo Memorial e pelo Museu Paranaense.

No MuMa, com curadoria de Zhang Zikang, a mostra reúne o que de mais novo se produz nas várias regiões da China, tão distantes e diferentes entre si; de aquarelas e óleo sobre tela a instalações e esculturas, as obras revelam uma sociedade cada vez mais aberta à globalização e ainda fortemente vinculada à sua tradição cultural. Também no MuMa está parte da exposição do Cubic, com curadoria de Stephen Dan Batista.

A exposição “Imagem em Profusão: Intersecções da colagem expandida”, do Clube da Colagem, também faz parte da programação do MuMa, considerada a linguagem oficial da comunicação fragmentada e assíncrona da contemporaneidade, uma linguagem intermediária entre as demais formas de expressão artística.

No Museu Alfredo Andersen, “Arte e Vida” tem curadoria de Carlos Brugnera e radicaliza o conceito de antítese a partir do qual coloca diversas dicotomias. O curador também se aprofunda no conceito em “Fluxo do TAO”, que está na Secretaria de Estado da Cultura do Governo do Paraná. O Museu Alfredo Andersen funciona de terça a sexta das 9h às 18h e no fim de semana das 10h às 16h. Já a SEEC abre de segunda a sexta, das 9h às 18h.

O MON, sede do Pavilhão da China, recebe as exposições da CAFAM Biennale e da Shanghai Biennale, abrigadas na torre, e a mostra “Vibrations”, com curadoria de Fang Zhenning e Liu Chunfeng, que ocupa o espaço do Olho e nos jardins do museu, onde destaca-se o artista Chen Wenling (China), ganhador do prêmio Leão de Ouro da Bienal Internacional de Veneza.

Outras seis mostras ocupam as salas do MON. Com curadoria de Martha Mestre está “Songs for my hand”, que teve como ponto de partida a obra do artista Richard Serra (USA), que também participa da exposição. Com curadoria de Massimo Scaringella está a outra parte da mostra “Antítese Imagens Síntese”; com curadoria de Carlos Brugnera a mostra “Dualidades Humanas”, trazida pelo Museu de Arte Contemporânea do Paraná – MAC. Agnaldo Farías fez a curadoria de “Não está claro até que a noite caia”, da artista Juliana Stein, que faz uma reflexão sobre uma das questões-chave da arte contemporânea – a relação entre imagem e texto. O curador Tulio de Segastizábal apresenta o resultado de sua extensa pesquisa sobre o trabalho fotográfico de Guadalupe Miles, sobre a comunidade Wichi, no Chaco argentino. Ainda no MON, a exposição “Ópera hominum” traz obras de José Rufino, sob curadoria de Leonor Amarante, com 21 painéis com as mãos de operários impressas sobre seus holerites. E finalmente, com a curadoria de Fernando Ribeiro, uma intervenção no subsolo do Museu, intitulada “excuse door”. O MON está aberto a visitação de terça a domingo, entre 10h e 18h.

No Palácio Iguaçu, uma mostra de arquitetura contemporânea chinesa se propõe a confrontar a produção dos hemisférios Oriental e Ocidental. Neste local, a mostra pode ser visitada entre as 9h30 e as 17h30, de segunda a sexta.

Entres as intervenções urbanas, destaca-se o trabalho neoexpressionaista do artista chinês Wu Weishan. A obra, em bronze fundido, faz referência ao filósofo Confúcio (551 – 479 a.C), e será instalada no Largo da China, localizado na esquina das ruas Marechal Hermes e Deputado Mário de Barros, no Centro Cívico. A escultura de grandes dimensões (3,10 m de altura x 1,58 m de largura x 1,50 m de profundidade) pesa 1,2 tonelada.

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