As novas codificações de Regina Silveira

© Redação

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Regina Silveira dá continuidade à sua pesquisa sobre a exploração de modos de codificação de imagens como ferramenta para criação de trabalhos irônicos e lúdicos, acontecimento que problematizam o status de simulacro conferido à representação na contemporaneidade.

Em sua quinta individual na Luciana Brito Galeria, a imagem de céu azul codificada em ponto cruz – já presente em obras públicas como Tramazul, exposta em 2010 no MASP e exposições como El sueño de Mirra y otras constelaciones, apresentada em 2014 no Museo Amparo – é mobilizada em uma instalação inédita, Dreaming of Blue. Composta por peças modulares de grandes dimensões produzidas em cerâmica, o trabalho segue à intervenção homônima atualmente apresentada em uma fachada da ilha de Ogijima, no Japão, no contexto da Trienal de Setouchi.

A mostra tem como complemento um conjunto de desenhos preparatórios históricos relativos a obras realizadas nas décadas de 1980 e 1990. A exibição desses desenhos permite um passeio pela ampla trajetória da artista e possibilita o contato com o seu processo de trabalho, da concepção à realização.

A exposição Tramados, individual da artista inaugura dia 11 de junho e permanece em cartaz até 13 de agosto na Galeria Luciana Brito e inaugura a programação de individuais do novo espaço expositivo – uma casa modernista projetada por Rino Levi e com paisagismo de Burle Marx, construída nos anos 1950 na Avenida Nove de Julho.

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