Arthur Arnold traz ao público reflexão sobre sua mostra "Estado de Sítio"

Artista foca e indaga a ação do Estado contra manifestações.

E lá se vão um ano e dois meses desde que eclodiram as manifestações “de junho de 2013”, e hoje ainda vivemos a ressaca e tentamos entender seus ganhos e perdas de um momento de repulsa popular que afrouxou-se, nos últimos tempos, desde as medidas judiciárias contra manifestantes. Esse período fez o pintor Arthur Arnold indagar: vivemos em um estado de sítio?

A inquietação do artista ao ver manifestantes sendo chamados de vândalos e a polícia agir em “estado de exceção” ao burlar a lei, acabou dando título à sua exposição “Estado de Sítio”, que conta com a curadoria de Paula Borghi, e pode ser refletidas através de suas pinturas – todas em óleo e acrílica sobre tela.

Em seu trabalho, Arnold explora com intensidade tanto as camadas políticas como pictóricas da arte. “São pinturas que incitam o espectador a refletir sobre aquilo que muitos preferem fechar os olhos e que conquista o espectador através de sua excelência formal (composição, cor e gesto), para então incitar a uma meditação conceitual e brutal do que é visto dentro e fora da galeria de arte”, diz o artista.

A exposição já está disponível para visitação do público na Galeria Movimento Arte Contemporânea até o próximo dia 31 de agosto.

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