Após protestos, Guggenheim retira obras de arte com animais em exposição

Xu Bing, sem título

Xu Bing, sem título

Ainda nem abriu e a nova exposição do Guggenheim, já causa polêmica em Nova York.

Funcionários do museu anunciaram que três obras controversas com animais vivos foram retiradas da sua próxima exposição Art and China After 1989: Theatre of the World que abre no próximo dia 6 de outubro a 7 de janeiro de 2018.

O movimento segue uma série de protestos por grupos de direitos dos animais, como o American Kennel Club, contra as três peças: o video “Dogs Who Can not Touch Each Other” (2003) de Sun Yuan e Peng Yu; Instalação de Huang Yong Ping “Theatre of the World” (1993); e as séries de fotografias de Xu Bing intituladas “A Case Study of Transference” (1994).

Uma petição on-line pedindo “exposições livres de crueldade no Guggenheim” até agora já obteve mais de 598.000 assinaturas.

Os cães que não podem tocar um ao outro estão em um vídeo de sete minutos de uma performance encenada em um museu de Pequim, quando pit bulls foram colocados em esteiras não motorizadas voltadas um para o outro. Na peça de Ping, os visitantes são convidados a assistir os répteis comer insetos em um cerco de vidro. E as imagens de Xu Bing que mostram textos sendo tatuados em porcos.

As obras de arte originalmente apresentavam animais vivos, mas o Guggenheim iria usar vídeos de performances realizadas em Pequim.

“Embora esses trabalhos tenham sido exibidos em museus na Ásia, na Europa e nos Estados Unidos, o Guggenheim lamenta que ameaças explícitas e repetidas de violência tenham feito nossa decisão necessária”, diz o comunicado do museu.

A exposição contará com mais de 150 obras, divididas em seis seções cronológicas e temáticas, de artistas como Qiu Zhijie e Cao Fei, que incluem uma série de filmes documentários de dez semanas co-organizadas pelo artista e ativista Ai Weiwei.

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