A explosão cromática de Daniel Feingold irá pulsar no Museu Vale

Daniel Feingold, Yahweh#01. Foto: Pat Kilgore

Daniel Feingold, Yahweh#01. Foto: Pat Kilgore

Daniel Feingold pinta sem pincel; trabalha com esmalte sintético escorrido do topo das telas encostadas nas paredes de seu ateliê. A pintura acontece nesse processo original, onde a geometria organiza o olhar na apreensão do movimento dos planos. O esmalte é conduzido por um apetrecho inventado pelo pintor, uma lata com uma espécie de bico na parte superior, por onde a tinta escorre. Com esse material, Daniel Feingold faz a tentativa de conduzir a trajetória da tinta escorrida na tela. Suas pinturas, em ritmo próprio e conciso, dão origem a formas espaciais que revelam um jogo ótico no qual não se consegue distinguir figura e fundo. Nem limites. Para a curadora Vanda Klabin, “Daniel Feingold possui um firme senso de direção, apesar de lidar com o fluxo do imprevisível até conseguir uma unidade pictórica”.

A exposição, que já esteve no Rio de Janeiro e em Curitiba, apresenta-se no Museu Vale, Vitória/ES, na sua versão mais completa, com obras inéditas e a série fotográfica Homenagem ao Retângulo, de 2007. Um vídeo, que revela o processo do artista em seu estúdio (do preparo da tinta ao momento de jogá-la na tela) e traz um depoimento de Vanda Klabin sobre a potência pictórica de Daniel Feingold, complementam a exposição. O seu trabalho no Museu, entretanto, extrapola os espaços expositivos: Daniel Feingold prepara duas oficinas para estudantes da educação infantil ao ensino médio (6 a 16 anos), uma das ações do programa educativo do Museu Vale, coordenado pelo diretor Ronaldo Barbosa, que destaca a exibição da mostra nas comemorações dos 18 anos da instituição.

“Considero um privilégio poder mostrar os trabalhos de Daniel Feingold no ano em que se comemora a maioridade do museu. A energia contida nas pinturas do artista se apropria do ambiente e desafia os sentidos. A riqueza de seu processo criativo e a ousadia de sua técnica despertarão ainda mais a capacidade inovadora de cada um dos jovens participantes do nosso programa educativo” afirma.

A partir de 22 de novembro, a explosão cromática de Daniel Feingold irá pulsar no Museu Vale com a versão mais completa de Acaso Controlado. A mostra,
que terá obras inéditas criadas especialmente para o espaço, tem curadoria de Vanda Klabin. No dia da abertura haverá também o lançamento do catálogo.

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