Prêmio FOCO Bradesco ArtRio apresenta os três selecionados da edição 2015

© Divulgação

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O Prêmio FOCO Bradesco ArtRio chega a sua terceira edição e apresenta os artistas brasileiros selecionados em 2015. Beto Shwafaty, Carla Hage Chaim e José Carlos de Mélo terão a oportunidade de participar de residência e exposição em três importantes instituições do cenário atual, além de terem seus trabalhos expostos na ArtRio já este ano.

Como prêmio, os três selecionados receberão bolsas para se dedicarem exclusivamente às suas pesquisas durante o período de seis semanas de residência. A premiação dos artistas acontecerá no dia 9 de setembro de 2015, dia da abertura da feira para convidados.

A seleção dos vencedores foi feita por um Comitê Curatorial independente. O Comitê tem direção de Bernardo Mosqueira e a participação de Isabel Portella (Galeria do Lago), Fernanda Brenner (Pivô) e Sally Mizrachi (Lugar a Dudas).

Artistas selecionados:

Beto Shwafaty – o artista e pesquisador graduado em Artes Visuais pela Unicamp foi selecionado para fazer residência na Lugar a Dudas, Colômbia O artista desenvolve uma prática baseada em pesquisas sobre espaços, histórias e visualidades na qual procura conectar formalmente e conceitualmente questões políticas, sociais e culturais convergentes ao campo da arte.

O projeto que será desenvolvido durante a residência toma como ponto de partida o documentário ficcional de Luis Ospina “Agarrando el Pueblo – Vampiros de La Miséria”, de 1977-78. O artista irá desenvolver um processo que funcionará como a pré-produção de um novo filme docu-ficcional, realizando entrevistas e testes, saídas em campo para escolher e registrar locações e a elaboração de trechos narrativos (roteiro) para refletir sobre o próprio processo e as situações documentadas.

Carla Hage Chaim – natural de São Paulo, onde hoje reside, é formado em Artes Plásticas (2004) pela FAAP – Fundação Armando Álvares Penteado, onde também realizou pós-graduação em História da Arte, em 2007. A artista irá fazer residência na Galeria do Lago, Museu da República, Rio de Janeiro.

Como projeto para a residência, a artista pretende continuar a pesquisa entre desenho, ação e movimentos com outras parcerias. Entre as possibilidades está o contato com uma companhia de dança contemporânea e improviso para juntas desenvolverem um trabalho que tenha base na interdisciplinaridade. A pesquisa envolve diferentes mídias como vídeo, desenho, escultura e instalação. O trabalho tem a intenção de refletir sobre o corpo e usá-lo como um instrumento de trabalho e como um local para discussão conceitual explorando seus limites físicos e sociais.

Carlos Mélo – com formação em Desenho e Pintura pela Escola de Belas Artes da UFPE – Universidade Federal de Pernambuco, o artista vai fazer sua residência na Pivô, São Paulo.

Seu projeto de residência foca nas flexões semânticas enquanto conformação física de regiões inventadas, como por exemplo, AGRESTE/RESGATE, CARIRI como polissemia TRIBO/LINGUA/LUGAR, ao deslocar fisicamente suas ideias, projetos e experiências. Para ativar fisicamente estas questões, o artista escolheu a palavra AMÉRICA, cujo anagrama é IRACEMA, como ponto de partida para uma experiência no projeto “EXTRAVIO AMERÍNDIO”. Pensando que o discurso é um monumento, e ele, antecede ao lugar, ou seja, o lugar existe a partir do discurso e não anterior a ele. AMÉRICA poderia ser um discurso pautado nos interesses do poder, mas, está agora, a serviço da sensibilidade, virou IRACEMA.

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