“Don’t Follow the Wind”, a exposição que você não pode visitar

© Divulgação

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A zona de exclusão de Fukushima, no Japão, área de 20 km ao redor da usina nuclear que foi devastada no terremoto de 2011, causando um vazamento na radiação, está abrigando a exposição Don’t Follow the Wind, idealizada pelo coletivo japonês Chim Pom e composta por artistas como Ai Weiwei, Taryn Simon, Miyanaga Aiko, Meiro Koizumi, Takekawa Nobuaki, Ahmet Öğüt e Trevor Paglen.

A exposição ocupa quatro áreas contaminadas: uma casa, um armazém, uma farmácia e uma área de recreação. No espaço da casa, Kota Takeuchi pendurou auto-retratos seus na área da usina vestindo roupas deixadas em uma casa evacuada. A contribuição de Ai Weiwei é composta por fotografias que documentam a vida diária em Pequim, também instalado em espaços domésticos abandonados, ao lado de fotografias de família deixadas por lá. Trevor Paglen criou um cubo de vidro opaco a partir de materiais que encontrou de edifícios contaminados e depois derreteu; dentro do cubo há um pedaço ligeiramente radioativo de Trinitite, encontrado no local do primeiro teste de bomba atômica no Novo México.

Por razões óbvias, a exposição é inacessível. No Watari Museum há uma extensão da mostra, onde não são exibidas imagens da mostra em Fukushima, mas “interpretações”, como desenhos de residentes.

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