“Cavalo” é a mais nova galeria de arte de Botafogo

© Foto: Lucas Landau

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Centro da efervescência cultural carioca, com seus teatros, cinemas, livrarias e pólo gastronômico, Botafogo será brindado com mais uma novidade. A partir de 23 de janeiro, os sócios Ana Elisa Cohen e Felipe Pena inauguram a Cavalo, galeria de arte contemporânea localizada num belo casarão de 130 metros quadrados com duas salas expositivas, na Rua Sorocaba.

A dupla há muito dedica-se à arte. Ana Elisa e Felipe se conheceram quando trabalharam juntos na Anita Schwartz Galeria de Arte – ela em Design e Produção, e ele em Relações Internacionais – e, desde então, alimentavam o sonho de um espaço próprio. “A ideia de fundarmos nossa própria galeria se construiu aos poucos, a partir das descobertas de muitas afinidades e ótima dinâmica de trabalho. Durante esse convívio, costumávamos brincar que determinados artistas e trabalhos que gostávamos por ousadia e humor deveriam fazer parte da nossa galeria imaginária, que nomeamos Cavalo. Quando começamos a nos movimentar para concretizar esse sonho, foi natural chamá-la assim”, conta Felipe.

A Cavalo abre suas portas com a coletiva “Exposição Inaugural”, de 23 de janeiro a 19 de março. A mostra reúne 25 obras, entre fotografias, pinturas, esculturas, instalações, objetos e vídeos de sete artistas: Adriano Motta, Alvaro Seixas, Felipe Cohen, Marina Weffort, Pedro Caetano, Vijai Patchineelam e Wagner Malta Tavares, todos representados pela galeria.

Adriano Motta apresenta três pinturas a óleo sobre tela e Alvaro Seixas a inédita “Pintura Sem Título (Por Bem ou Por Mal…)”, feita com óleo, spray e esmalte. Marina Weffort mostra sua atual série “Tecidos”, em que desfia a trama para explorar ao máximo a luz e a cinética do material. Já Felipe Cohen usa mármore, saco plástico, paralelepípedo de granito e confete em duas esculturas.

Wagner Malta Tavares estabelece, em seus vídeos e sua escultura, relações entre o imaginário pop, literatura clássica e construtivismo. Já Vijai Patchineelam mostra duas fotografias de objetos cotidianos fora de seus habituais espaços.

“Ao longo do ano pretendemos apresentar individuais, tanto dos artistas representados como trabalhos de nomes emergentes ou que nunca expuseram antes no Rio.”, explica Ana Elisa Cohen, que pretende promover debates públicos, encontros com artistas e curadores, performances, projeções de vídeo, e lançaremos publicações artísticas próprias. “Estamos assumindo um compromisso com a cena cultural da cidade”, garantem os sócios.

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