Pedro França "Delito", 2017. Foto: Gui Gomes.

Pedro França "Delito", 2017. Foto: Gui Gomes.

A mostra reúne obras de Adriano Costa, Ana Prata, Beto Shwafaty, Daniel Senise, Jac Leirner, Janina McQuoid, Leda Catunda, Lucia Koch, Pedro França e Tiago Mestre, produzidas especialmente para a exposição a partir da proposição apresentada por Miyada, que aborda a questão de como obras de arte podem ser confundidas com objetos, a partir de uma funcionalidade.

Sobre a exposição, o curador escreve: “A chave, aqui, é enfatizar a relação inversa: que o que vale para as obras de arte valerá para os objetos cotidianos, em igual ou maior medida. A proposta em Tão diferentes, tão atraentes é comissionar e apresentar obras de arte que são também objetos e que, como obras e como objetos, têm a expectativa de estar futuramente na casa de alguém, subsistir em ambiente doméstico, seja lá o que tal ambiente tenha se tornado hoje.”

As obras, no total 13, passam a fazer parte do acervo de edições da Carbono, que conta hoje com diversos trabalhos de importantes e conceituados artistas. O coletivo escolhido pelo curador, traz artistas da geração 80, como Jac Leirner, Daniel Senise e Leda Catunda, de reconhecimento internacional, como também artistas jovens que estão despontando na cena artística brasileira, como o Pedro França e a Janina McQuoid.

Os artistas foram convidados em função de seu interesse recorrente por aspectos da arte compartilhados com os do habitar: seja o design como disciplina e condensação de modelos para a vida, seja o ornamento e a decoração como pensamento imagético (cultural e identitário) realizado no espaço social ou, ainda, o flerte com a possibilidade de uso efetivo pelo espectador/usuário. ” Comenta Paulo Miyada.

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