Odires Mlászho | Galeria Vermelho

SAMSUNG CSC

SAMSUNG CSC

Editora Cobogó lança livro bilíngue sobre a obra de Odires Mlászho na Galeria Vermelho em São Paulo. A edição reúne mais de 100 trabalhos do artista, além de glossário com procedimentos técnicos e entrevista com a curadora Ana Paula Cohen

Desde a década de 1990, Odires Mlászho utiliza enciclopédias, manuais, livros de esculturas clássicas, fotos e gravuras como matéria-prima para seu trabalho. Manipula os materiais em recortes, colagens, esfoliações e incisões, entre outros procedimentos. Em seguida, cria e organiza longas séries, trazendo sempre um novo léxico. Parte desse importante material estará reunida numa bela publicação, bilíngue (português e inglês) com capa em tecido, editada pela Cobogó. O lançamento será dia 18 de abril, na Galeria Vermelho, em São Paulo.

Em Odires Mlászho, o leitor encontra mais de 110 imagens produzidas nos últimos 20 anos, além de um glossário escrito pelo próprio artista, com procedimentos e técnicas usados na elaboração dos trabalhos. Há também uma longa entrevista conduzida pela curadora Ana Paula Cohen. “A coleta é o primeiro impulso que vai definir a específica natureza das obras. Há uma familiaridade original, anterior a cada item que capturo e trago para o começo da minha atuação, no estúdio”, explica o artista.

Em parte das séries Odires utiliza a representação do corpo humano disponível nas ilustrações e fotografias e reflete sobre o processo de construção de identidades nas sociedades contemporâneas. Seu trabalho, muitas vezes, põe em questão a autoimagem baseada em padrões de beleza, coragem, poder, masculinidade e feminilidade.

Considerada pelo artista sua primeira série consistente, Cavo um fóssil repleto de anzóis, de 1996, abre o livro. Nas obras, Odires combina bustos de imperadores romanos a retratos em preto e branco de políticos alemães do século XX. Também fazem parte da publicação diversos trabalhos elogiados pelo público e pela crítica, como Mestres açougueiros e seus aprendizes, Odisseia, Retratos possuídos, Matrizes para línguas bifurcadas e a mais recente, Arquibabas – babas geométricas.

“É como se o conjunto da minha obra tivesse uma integridade e cada item coletado fosse uma matéria-prima original que pudesse aceitar uma elaboração, para fazer parte daquele conjunto. De forma compatível, coerente, em constante construção”, explica o artista que representou o Brasil na 55ª Bienal de Veneza, em 2013.

Compartilhar: