Nuno Ramos | Anita Schwartz Galeria de Arte

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Anita Schwartz Galeria de Arte apresenta  a exposição “Grito e Paisagem”, de Nuno Ramos (1960, São Paulo), um dos mais celebrados artistas da cena contemporânea, com pinturas e desenhos inéditos e recentes, em grande formato. A mostra reúne no grande espaço térreo quatro pinturas com 1,85m de altura e 2,75m de largura, e profundidade em torno de 30 centímetros. A quinta pintura é maior, com 2,75 de altura e 3,70m de largura. Todas são feitas com vaselina, cera de abelha, pigmentos, tinta a óleo, tecidos, plásticos e metais sobre madeira.

Esta é a primeira vez que Nuno Ramos mostra no Rio de Janeiro suas pinturas com
vaselina e tinta a óleo, em encáustica – técnica milenar de mistura a quente de pigmentos e
cera – pesquisa que o destacou no cenário da arte nos anos 1980, e que abandonou no final
da década seguinte. A partir de então, a produção de pintura do artista foi dedicada a seus
“relevos”, imensas massas de materiais diversos que se lançavam para fora do suporte em
uma profundidade de até quatro metros – que pode ser vista na premiada individual “Mar
Morto”, na Anita Schwartz Galeria de Arte, em 2009.

Há três anos, a pintura voltou a ocupar o centro de seu interesse. Nuno Ramos retomou seu
trabalho com encáustica e óleo. O resultado esteve em cinco pinturas mostradas na
individual “Houyhnhnms”, na Pinacoteca do Estado de São Paulo, em 2015. Este processo
se deu em continuidade a sua pesquisa da dádiva, da oferenda, da troca, existente em
sociedades primitivas, que caracterizou a exposição "Um ensaio sobre a dádiva", na
Fundação Iberê Camargo em 2014, e que também permeou sua exposição “O globo da
morte de tudo”, realizada junto com o artista e parceiro Eduardo Climachauska, na Anita
Schwartz Galeria de Arte, em 2012. “Comecei a fazer um sistema de trocas entre as duas
pinturas, a com vaselina, parafina e tinta a óleo, e os relevos”, conta Nuno. “A pintura vinha
pedindo para habitar de novo”.

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