Manifesto Gráfico | Espaço Cultural Porto Seguro

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Urbano, rápido, de linguagem sintética, ao mesmo tempo complexa e desconcertante. Um bom cartaz é capaz de reunir todas essas características em meio às quatro arestas que o limitam. É este o ponto de partida de “Manifesto Gráfico”, exposição que o Espaço Cultural Porto Seguro recebe entre 17 de agosto e 8 de outubro. A mostra traz uma seleção de cerca de 120 cartazes da coleção pessoal do artista gráfico Rico Lins.

Além de cartazes de sua própria autoria, Rico, que também assina a curadoria da exposição, revela um cuidadoso olhar para a produção brasileira e internacional de cartazes, tomando como mote da mostra o próprio significado de “manifesto”, que tem como origem etimológica o significado de claro, evidente – além de, em italiano, significar também cartaz.

O artista apresenta ao público trabalhos de artistas como Leonilson, Antonio Maluf, Rodolfo Vanni, Alexandre Wollner, Kiko Farkas, André Stolarski e Guilherme Cunha Lima e também cartazes dos designers do prestigiado grupo russo Ostengruppe. A mostra apresenta ainda um conjunto de livros e outras obras de referência, fundamentais para seu repertório.

Entusiasta da cultura do cartaz, Rico não sabe precisar exatamente quando deu início à sua coleção. “Sou de uma geração em que o cartaz tinha uma aura importante de contestação, era uma manifestação muito clara da contracultura”, aponta. “Convivia muito com cartazistas, trocávamos cartazes, recebia vários outros, etc. Quando vi, já era tarde”, conta. Atualmente, seu acervo reúne cerca de 3 mil peças. Para ele, a construção de coleções desta natureza possibilita não só a valorização da memória do design em âmbito mundial, mas também um traçado de pontos de seu desenvolvimento e ampliação do acesso a pesquisadores, estudantes e artistas.

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