Franz Weissmann | Pinakotheke Cultural

O artista considerado essencial para a renovação da escultura brasileira no século XX é homenageado pela Pinakotheke São Paulo em exposição com curadoria de Fernando Cocchiarale e Max Perlingeiro. Com cerca de 80 trabalhos, a mostra, ao reunir também desenhos, estudos e maquetes, traça um percurso em que se revela o processo da arte de Franz Weissmann. De seus fios, cubos, torres e amassados, até trabalhos que apontam o retorno ao construtivo da cor, estão presentes neste panorama da produção do escultor, que traz ainda um documentário no qual ele fala sobre Lygia Clark. A diretora produziu o documentário a partir da última entrevista gravada por ela com Franz Weissmann em 2005.

A gênese da reestruturação do pensamento plástico do signatário do manifesto neoconcreto está em suas construções com fios de aço. São como rascunhos que contêm os princípios básicos de sua escultura: modularidade, ortogonalidade, eliminação de bases, apoio em três pontos, enlaces infinitos, etc. Os fios deram origem ao Cubo Vazado (1951), trabalho criado a partir de uma pequena maquete de arame e considerado uma das primeiras esculturas construtivas brasileiras. Dos quadrados planos unidos em fitas surgiria o Cubo Aberto.

A proposição ancestral do modulo repetido verticalmente até o infinito ganhou com as torres ou colunas de Weissmann novas e surpreendentes soluções por meio do uso de fios, barras, perfis, chapas e chapas vazadas em círculo. Com uma de suas torres, o artista foi premiado como “Melhor Escultor” na 4ª Bienal de São Paulo, em 1957. “… a verticalidade como tema e as colunas como forma são características que distinguem Weissmann de outros artistas modernos brasileiros”, observa Perlingeiro.

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