Floriano Romano | CCBB Rio de Janeiro

© Divulgação

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Errância, exposição do carioca Floriano Romano, é a última individual do Prêmio CCBB Contemporâneo, que teve início em junho de 2015, e que contemplou 10 projetos entre 1.823 inscritos em edital nacional e inédito do Banco do Brasil para as artes visuais. O patrocínio do prêmio é da BB Seguridade.

Romano [Rio de Janeiro, 1969] é um precursor de obras que combinam instalação, performance e som. Já teve propostas sonoras transmitidas por rádios de Columbia, NY, Londres e Liubliana, Eslovênia, além da MEC FM, Brasil.

Em Errância o artista usou corpos microfonados – humanos e uma bicicleta – em caminhadas errantes noturnas por uma sequência de bares na Lapa, Praça Tiradentes [centro], Rocinha, Gávea e Leblon [zona sul], em grupos de quatro pessoas para cada bairro. A partir de um texto ficcional, escrito por Romano, o participante equipado com microfone, narra a história como se aquela vivência fosse dele próprio. Esse corpo ouve as histórias dos anônimos que encontra, as reconta e cria imagens sonoras com a imaginação e a oralidade.

O registro da reação e interação dos participantes e dos que cruzam seus caminhos será apresentado, na sala de exposição, em seis caixas sonoras, nas paredes ou sobre tripés, que emitem em loop uma edição do que foi captado. O artista escolheu “os trechos mais dinâmicos para compor a paisagem da política dos encontros”, ele revela.

No texto de apresentação da mostra, João Paulo Quintella avalia que a caminhada errante dos corpos microfonados “constroem uma teia de histórias reproduzidas em descompasso com o documental, uma vez que não identificamos suas origens. Errância é sobre a valorização do ensaio sonoro no fio das nossas percepções e afetos.”

O visitante vai experimentar [pelo audição] o flaneurismo [passear sem destino e sem pressa]. A sala de exposição é preenchida pelo som dos alto-falantes e um labirinto desenhado no piso.

Inspira Errância o livro “A Alma Encantadora das Ruas”, do cronista carioca João do Rio [1881-1921], do qual Romano pinçou esses trechos: “A rua é a transformadora das línguas”; “A rua é a eterna imagem da ingenuidade” e “Nada como o inútil para ser artístico”.

A captação de som, edição de áudio e sonorização são de Caio César Loures.

Prêmio CCBB Contemporâneo 2015-2016

Em 2014, pela primeira vez, o Banco do Brasil incluiu no edital do Centro Cultural Banco do Brasil um láurea para as artes visuais. É o Prêmio CCBB Contemporâneo, patrocinado pela BB Seguridade, que selecionou 10 projetos de exposição entre 1.823 inscritos de todo o país, para ocupar a Sala A do CCBB Rio de Janeiro.

A série de 10 individuais inéditas começou em junho de 2015 com a do grupo Chelpa Ferro [Luiz Zerbini, Barrão e Sergio Mekler], seguido das mostras de Fernando Limberger [RS-SP], Vicente de Mello [SP-RJ], Jaime Lauriano [SP], Carla Chaim [SP], Ricardo Villa [SP], Flávia Bertinato [MG], Alan Borges [MG], Ana Hupe [RJ], se encerrando com a de Floriano Romano [RJ], até agosto de 2016.

O Prêmio é um desdobramento do projeto Sala A Contemporânea, que surgiu de um desejo da instituição em sedimentar a sala como um espaço para a arte contemporânea brasileira. Idealizado pelo CCBB, em parceria com o produtor Mauro Saraiva, o projeto Sala A Contemporânea realizou 15 individuais de artistas ascendentes de várias regiões do país entre 2010 e 2013, de Mariana Manhães, Matheus Rocha Pitta, Ana Holck, Tatiana Blass, Thiago Rocha Pitta, Marilá Dardot, José Rufino, do coletivo Opavivará, Gisela Motta&Leandro Lima, Fernando Lindote, da dupla Daniel Acosta e Daniel Murgel, Cinthia Marcelle, e uma coletiva, sob curadoria de Clarissa Diniz.

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