Devaneios | Galeria Aura Arte

Mostra apresenta trabalhos do acervo da Galeria Aura Arte que remetem aos universos do devaneio, do sonho e da noite

A segunda mostra da Galeria Aura Arte, Devaneios, inaugura, no dia 13 de junho, às 19h, com uma seleção de trabalhos do acervo que remetem ao estado de devaneio, de sonho e à vivência da noite. Estarão participando da exposição as artistas Aline Daka (RS), Bethielle Kupstaitis (RS), Chana de Moura (RS), Letícia Lopes (RS), Louise Kanefuku (RS) e Thais Ueda (SP), que exploram as linguagens do desenho e da pintura, criando paisagens noturnas, lugares e situações que levam nosso olhar para o infinito de nós mesmos.

Desenhos da série Imagens de Pensamento, da artista Bethielle Kupstaitis, são construídos a partir de uma malha de traços que nos transfere à experiência da visão na noite. No seu processo, a artista descobre imagens, que vão se estabelecendo pelo adensamento de linhas na superfície do papel. Por outro lado, o trabalho de Chana de Moura (RS) A invenção da memória insere o homem no enfrentamento da névoa de suas recordações, tendo o farol como signo dessa possibilidade. Já as telas mais recentes de Letícia Lopes (RS) trazem lugares do desconhecido, como se fossem oriundas de um tempo em que ainda não existiam palavras para definirmos as coisas.

Obras da série Estudo sobre a Insônia de Louise Kanefuku (RS) também estarão presentes. Seus desenhos figuram o corpo da artista em um estado de suspensão, materializando momentos de sonho e de insônia. Com formas que reduzem a sensação do peso corporal que nos vincula ao chão, seus trabalhos nos permitem flutuar e acessar outros níveis de consciência. Com os desenhos de Aline Daka (RS), que fazem parte do seu projeto “Da última inocência”, são trabalhados os processos de manutenção de identidade e de memória. Corpos femininos de vestes e gestos distintos justapõem-se, um a um, com olhos cerrados, como se orientados para um horizonte interno. De Thais Ueda (SP), são apresentados desenhos da série Tudo abaixo do Céu. Suas montanhas jogam com as relações entre a ausência de cor e a sua totalidade. Os caminhos precisos e contínuos formados pelo pincel trazem a transparência entre os dois mundos.

Compartilhar: