Cícero Dias | CCBB Rio de Janeiro

Mormaço, 1941.

Mormaço, 1941.

Em 1938, o pintor pernambucano Cícero Dias (1907-2003) foi chamado de “um selvagem esplendidamente civilizado” pelo crítico de arte francês André Salmon. A definição descreve perfeitamente sua trajetória nas artes, agora retratada na exposição “Cícero Dias – Um percurso poético”, que está no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) Rio de Janeiro, depois de ser visitada por mais de 100 mil pessoas em Brasília e São Paulo, permanecendo aberta até 25 de setembro. A mostra tem a curadoria de Denise Mattar, curadoria honorária de Sylvia Dias, filha do artista, e produção da Companhia das Licenças em parceria com a Base7 Projetos Culturais.

“Na sua longa e prolífica carreira, Cícero Dias manteve, como poucos, a fidelidade a si próprio. Sempre foi inteiramente livre, ousando fazer o que lhe dava vontade, sem medo das críticas”, afirma a curadora Denise Mattar.

A mostra apresenta ao público um conjunto de 129 obras de um dos mais importantes artistas brasileiros do século XX, que completaria 110 anos em 2017, contextualizando sua história e evidenciando sua relação com poetas e intelectuais brasileiros e sua participação no circuito europeu de arte. Além das obras, a exposição apresenta cartas, textos e fotos de Manuel Bandeira, Gilberto Freyre, Murilo Mendes, José Lins do Rego, Mário Pedrosa, Pierre Restany, Paul Éluard, Roland Penrose, Pablo Picasso, Alexander Calder, entre outros.

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